Por Redação
5 de janeiro de 2026"Sabor e apelo emocional" estão entre as estratégias que guiarão os próximos passos da categoria de Chocolates da Mondelez em 2026
No comando da área desde novembro, Felipe Pedrolli compartilha planos e impressões que deverão movimentar o segmento no país no próximo ano
A Mondelēz Brasil promoveu recentemente mudanças em sua liderança na categoria de Chocolates, uma das mais estratégicas da companhia no país. Com 17 anos de trajetória na empresa, Felipe Pedrolli foi nomeado diretor da divisão e passa a liderar todas as estratégias das marcas do portfólio, em um movimento que reforça o foco em crescimento, inovação e fortalecimento da presença no varejo alimentar. A reorganização inclui ainda a promoção de Ana Assis ao cargo de diretora de Tablets, Sharing e Seasonals, responsável por marcas como Lacta e Milka, além das linhas sazonais.
LEIA TAMBÉM
Mondelez Brasil anuncia novos executivos
Lacta lança embalagens "Vale-Presença" para fim de ano
Pedrolli ingressou na Mondelēz como estagiário na área de Marketing e construiu uma carreira marcada pela liderança de diferentes categorias, como biscoitos, gomas, bebidas em pó e chocolates. Agora, assume uma das posições mais relevantes da operação na América Latina, à frente de um mercado que movimenta mais de R$ 26 bilhões por ano no Brasil, e que exige equilíbrio entre inovação, execução no ponto de venda e conexão emocional com o consumidor. Em entrevista ao portal SuperVarejo, o executivo detalha prioridades, desafios e as principais apostas da companhia para 2026 e os próximos anos.
SuperVarejo: Você assumiu recentemente a liderança da divisão de Chocolates na Mondelēz. Quais são as prioridades imediatas e os principais desafios da categoria hoje?
Felipe Pedrolli: A categoria de chocolates movimenta mais de R$ 26 bilhões por ano no Brasil, segundo Nielsen e Scanntech, e tem um papel estratégico para a Mondelēz Brasil, tanto pelo peso em FMCG quanto pela forte conexão emocional com o consumidor. Trata-se de uma categoria extremamente relevante, mas que ainda tem espaço para desenvolvimento em penetração, frequência e novas ocasiões de consumo.
Ao assumir a liderança, minhas prioridades estão em três frentes: reforçar a percepção de valor com produtos relevantes e de alta qualidade; fortalecer a presença do portfólio, com variedade de formatos para diferentes ocasiões, como tabletes para compartilhar e embalagens presenteáveis, além de garantir agilidade e excelência na execução no ponto de venda. O principal desafio é e será acompanhar um consumidor cada vez mais exigente, equilibrando inovação, eficiência e propósito.
SV: A Mondelēz é reconhecida por desenvolver talentos internos, e sua trajetória na empresa é um exemplo disso. O que você acredita ter sido decisivo para essa evolução?
FP: Minha trajetória reflete um pilar muito forte da Mondelēz Brasil: o compromisso genuíno com o desenvolvimento de pessoas. Foi decisiva a combinação entre desafios relevantes, liberdade para propor e testar ideias e um ambiente colaborativo, focado em impacto real no negócio.
Ao longo de quase 18 anos, atuei em diferentes categorias, como biscoitos, gomas, snacks assados e chocolates, o que trouxe aprendizados complementares sobre marca, consumidor e execução. A empresa incentiva autonomia, mobilidade interna e protagonismo, o que forma profissionais mais completos e times mais fortes.
SV: A companhia tem ampliado investimentos em inovação. Quais frentes de inovação em chocolates devem ganhar mais força nos próximos meses?
FP: A inovação é um pilar estratégico para a Mondelēz Brasil e seguirá sendo um dos principais motores de crescimento em chocolates, especialmente pelo potencial de valor agregado da categoria. Uma das frentes que ganha força é o desenvolvimento de embalagens presenteáveis, sobretudo em datas sazonais como o Natal. Em 2025, apostamos em frases conectadas ao conceito “Vale Presença” em barras Lacta e Laka, reforçando o papel emocional das marcas.
Outra frente importante está nas tendências de sabor, como caramelo, que já aparece em lançamentos de barras recheadas. Também seguimos investindo em formatos e tamanhos variados, ampliando o acesso e a adequação às diferentes ocasiões de consumo, do compartilhamento ao consumo individual.
SV: Quais serão as principais apostas da Mondelēz em 2026 para impulsionar crescimento no varejo alimentar?
FP: As apostas para este ano estão ancoradas no fortalecimento do portfólio, na expansão da presença no ponto de venda e na aceleração de inovação orientada ao consumidor. No ano passado, demos passos importantes com a expansão da linha de barras recheadas Lacta, novas embalagens de Sonho de Valsa e o lançamento de packs sortidos de Bis com cinco sabores.
Em 2026, pretendemos evoluir essas frentes, com novas propostas, ativações e maior presença em datas sazonais, fortalecendo ainda mais a relevância das marcas no varejo.
SV: Como a Mondelēz tem conciliado saudabilidade e indulgência dentro do portfólio de chocolates?
FP: Acreditamos no consumo consciente e, por isso, oferecemos um portfólio variado para diferentes estilos de vida. Trabalhamos com transparência nos rótulos e incentivamos hábitos equilibrados com opções de porções menores, como Lacta 28g, além de produtos individuais como Sonho de Valsa e Ouro Branco.
Também contamos com a linha Lacta Intense, com maior teor de cacau. Nosso foco é oferecer produtos acessíveis, seguros e de qualidade, adequados tanto para consumo individual quanto para compartilhar.
SV: Quais ações de trade marketing e ativações em ponto de venda têm gerado melhor retorno na categoria?
FP: Hoje, o trade marketing deixou de ser apenas execução para se tornar experiência e conversão. Alguns cases recentes ilustram bem esse movimento, como parcerias em retail media que geraram aumento de até 15% nas vendas, o Caminho Imersivo de Páscoa, que transformou o ponto de venda em uma experiência sensorial, e expositores diferenciados que aumentaram visibilidade e giro.
Esses exemplos reforçam que, para a Mondelēz Brasil, o ponto de venda é estratégico não só como local de transação, mas como espaço de construção de marca, experimentação e preferência do consumidor.