Newsletter
Receba novidades, direto no seu email.
Assinar
Economia
...
Por Redação
5 de janeiro de 2026

Natal registra alta de 2,6% no faturamento do varejo

ICVA aponta foco do brasileiro em itens essenciais, enquanto categorias de presenteáveis recuam no Natal

O varejo brasileiro encerrou o período do Natal com crescimento nominal de 2,6% no faturamento, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado reflete um ambiente de consumo mais cauteloso, no qual a população priorizou itens essenciais e reduziu gastos em parte das categorias tradicionalmente associadas a presentes.

Nesse contexto, o canal digital voltou a se destacar como um dos principais vetores de crescimento. As vendas on-line avançaram 10,2%, mesmo sobre uma base elevada, reforçando a consolidação do e-commerce como pilar estrutural do varejo. Já o comércio físico apresentou crescimento mais moderado, de 1,8%, ainda assim mantendo desempenho positivo no período.

O comportamento de compra também se refletiu nos indicadores de gasto. O ticket médio das transações ficou em R$ 107,81. Os homens responderam por 53,6% das operações, com maior concentração no varejo físico. As mulheres, por sua vez, lideraram as compras no ambiente digital, com 52,5% das transações on-line, embora com valor médio inferior ao do público masculino.

Outro ponto de atenção foi o papel das modalidades de pagamento. O crédito parcelado, apesar de representar apenas 5,9% do volume total de vendas, respondeu por 26,4% do faturamento, impulsionado por um ticket médio elevado, de R$ 484,51. O Pix, que concentrou 9,2% das transações, apresentou o menor valor médio por compra, de R$ 71,60, indicando seu uso predominante em aquisições de menor valor.

“O consumidor adotou um comportamento mais racional, priorizando itens essenciais, o que impactou negativamente alguns setores presenteáveis tradicionais. No geral, foi um Natal de consumo consciente, sustentado principalmente pelos segmentos essenciais e pelo canal digital”, afirma Carlos Alves, vice-presidente de Negócios da Cielo.

Essa dinâmica ficou evidente no desempenho setorial. O grupo de presenteáveis registrou leve retração de 0,2%, pressionado pelas quedas em Vestuário, Móveis, Eletro e Departamentos e Livrarias e Papelarias. Em sentido oposto, Cosméticos e Higiene apresentaram crescimento de 5,5%, enquanto Óticas e Joalherias avançaram 2,1%.

Já entre os setores não presenteáveis, o consumo essencial manteve trajetória positiva e sustentou o resultado do varejo. Drogarias e Farmácias lideraram o crescimento, com alta de 10,3%, seguidas por Veterinárias e Pet Shops (3,4%), Supermercados e Hipermercados (3,3%) e Autopeças e Serviços Automotivos (2,9%), reforçando um padrão de consumo mais orientado à necessidade.

No recorte por macrossetores, os Bens Não Duráveis se consolidaram como o principal motor do Natal, com crescimento de 4,0%. O setor de Serviços também apresentou avanço, de 2,7%. Em contrapartida, os Bens Duráveis e Semiduráveis recuaram 0,3%, refletindo maior seletividade nas compras de maior valor agregado.

Regionalmente, o desempenho foi positivo em todo o país. O Sudeste liderou o crescimento, com alta de 2,2%, impulsionado principalmente por Minas Gerais. O Nordeste avançou 1,1%, com destaque para o Ceará, enquanto as regiões Sul e Norte cresceram 1,6% e 1,2%, respectivamente. O Centro-Oeste apresentou o avanço mais moderado do período, com alta de 0,4%.

Deixe seu comentário