Por Redação
13 de janeiro de 2026NRF 2026 reforça virada do varejo para eficiência, pessoas e execução
Segundo dia do evento em Nova York mostra a tecnologia deixando o discurso para se consolidar como ferramenta de eficiência, produtividade e fortalecimento da experiência do consumidor
O segundo dia da NRF 2026 reforçou uma mudança estrutural no varejo global: a tecnologia deixou de ser tratada como promessa para ser avaliada por sua capacidade de gerar resultados concretos, mensuráveis e aplicáveis à operação. Das discussões sobre construção de marca, com insights de Ryan Reynolds, aos debates sobre inteligência artificial, estratégias people-first e a revisão de modelos tradicionais, o evento em Nova York aponta para um varejo mais pragmático, orientado à eficiência e à experiência do consumidor, e cada vez menos tolerante a iniciativas que não entregam valor claro ao negócio.
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O dia foi marcado pela palestra de Ryan Reynolds, ator canadense, que reforçou a criatividade como um ativo estratégico de negócio, capaz de impulsionar crescimento e diferenciação em um cenário cada vez mais competitivo. Mais do que promover produtos, marcas fortes constroem narrativas culturais, conectadas a valores reais e comportamentos consistentes, que dialogam diretamente com o consumidor. Nesse contexto, humor, autenticidade e timing deixam de ser recursos pontuais para se tornarem diferenciais competitivos, desde que estejam alinhados à essência da marca.
A apresentação reforçou a inteligência artificial como amplificadora do talento humano, com ganhos imediatos em produtividade e eficiência das equipes, e não como substituta de pessoas. Com sistemas e uma base tecnológica bem estruturada, a IA deixa o campo da experimentação para se integrar ao dia a dia da operação, viabilizando experiências mais fluidas, contextuais e quase invisíveis ao cliente. A visão estratégica da Target destacou a importância de parcerias claras com empresas de tecnologia — como a colaboração com a OpenAI — ancoradas nas prioridades do negócio, com apoio da liderança, capacitação dos times e governança responsável como pilares para uma execução consistente.
Target e OpenIA
Prat Vemana, diretor de Informação e Produtos da Target, e Ashley Kramer, VP de Empresas da OpenA, discutiram como a Inteligência Artificial está reforçando a identidade da Target como uma varejista focada em estilo e design, transformando a experiência do cliente e capacitando os membros da equipe. Eles compartilharam como a Target está se transformando de uma empresa que usa IA para uma empresa que funciona com IA, e o que isso significa para o futuro do varejo.
A discussão evidenciou uma mudança relevante na forma como a inteligência artificial vem sendo incorporada ao varejo, menos como experimento e mais como infraestrutura estratégica para ganho de produtividade e escala. A IA passa a ser compreendida como uma amplificadora do talento humano, capaz de acelerar decisões, liberar tempo das equipes e tornar processos mais eficientes, sem substituir o papel das pessoas.
A visão apresentada pela Target reforça que a tecnologia só gera impacto quando integrada ao dia a dia da operação e conectada às prioridades reais do negócio. Ao empoderar team members, escalar a criatividade, melhorar a experiência do guest e fortalecer parceiros e fornecedores, a IA deixa de ser um projeto isolado para se tornar um meio transversal de transformação. Ganhos concretos começam pela produtividade das equipes e se desdobram em jornadas mais fluidas, conversacionais e naturais, com experiências cada vez mais contextuais e quase invisíveis para o consumidor.