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Por Redação
9 de janeiro de 2026

NRF 2026 apontará a maturidade do varejo e deverá reforçar o foco em produtividade, pessoas e execução

Evento global mostra que a próxima onda de competitividade passa menos pelas estratégias tecnológicas e mais pela capacidade de integrar, simplificar e extrair valor das operações

Realizada entre os dias 11 e 13 de janeiro de 2026, no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York, a NRF’s Big Show reunirá executivos, especialistas e empresas de todo o mundo para debater os rumos do varejo global. Ao longo de três dias, a programação combinará palestras estratégicas, painéis temáticos, feira de soluções e discussões sobre inovação, tecnologia, consumo e gestão.

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Mais do que anunciar tecnologias emergentes, a edição de 2026 pretende reforçar um movimento claro: o varejo entra em uma fase de maturidade, no qual o desafio deixa de ser adotar novidades, passando a integrar ferramentas, sustentar operações mais enxutas e aumentar a produtividade em um cenário de custos elevados, margens pressionadas e consumidores cada vez menos tolerantes a fricções.

As cinco principais apostas da NRF 2026

1. Inteligência Artificial como infraestrutura, não como vitrine A IA segue onipresente no evento, mas com um discurso mais pragmático. O foco migra da exibição de capacidades tecnológicas para a discussão sobre integração, qualidade da execução e geração de valor real. A diferenciação deixa de estar no uso da IA em si e passa a estar na forma como ela simplifica processos, apoia decisões e reduz a complexidade operacional.

2. Omnichannel sai do discurso e vira pré-requisito A integração entre canais já não ocupa mais o lugar de inovação. Na prática, tornou-se obrigação básica do varejo moderno. O debate avança para temas como arquitetura de decisão, respostas em tempo real e eliminação de atritos ao longo da jornada. O consumidor quer resolução rápida de problemas, independentemente do canal escolhido.

3. Produtividade humana no centro da agenda Com menos mão de obra disponível, custos crescentes e operações mais complexas, a produtividade das equipes emerge como tema central. A tecnologia aparece como suporte para aliviar a carga cognitiva, melhorar a tomada de decisão e viabilizar operações mais eficientes. O maior gargalo do varejo deixa de ser tecnológico e passa a ser humano.

4. Experiência orientada à eficiência emocional A noção de experiência evolui. Em vez de encantamento e espetáculo, o consumidor valoriza fluidez, respeito ao tempo e simplicidade. A melhor experiência é aquela que funciona sem esforço, não exige aprendizado e não cria obstáculos desnecessários. Menos impacto visual e mais eficiência invisível.

5. Retail Media entra na fase adulta A pauta de Retail Media se consolida, mas perde o tom de promessa fácil. O debate passa a girar em torno de governança, qualidade de dados, limites de saturação e impacto efetivo nas vendas. Redes que estruturaram bem seus projetos começam a colher resultados consistentes, enquanto outras recalibram expectativas diante da complexidade do modelo.

6. Um evento menos sobre o novo e mais sobre sustentar o que já existe

De acordo com especialistas, o subtexto da NRF 2026 aponta para um varejo que precisa lidar com escassez operacional e maturidade tecnológica ao mesmo tempo. O desafio não está mais em descobrir tendências, mas em sustentar, simplificar e extrair valor do que já foi implementado. O evento tenderá a beneficiar quem retorna para casa com menos ilusão e mais clareza sobre como executar melhor.


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