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Por Redação
23 de janeiro de 2026

Supermercados reajustam margens como estratégia diante da alta de custos

Com consumidor mais sensível a preços, varejo alimentar aposta em eficiência, negociação e gestão estratégica para preservar rentabilidade sem perder competitividade

A pressão sobre os custos de energia, logística e matérias-primas tem levado os supermercados a refinar suas estratégias de rentabilidade em um ambiente econômico cada vez mais desafiador. Em um cenário de consumidor mais atento aos preços e mais seletivo no momento da compra, o reajuste de margens deixou de ser sinônimo de aumento linear nas gôndolas e passou a envolver decisões mais sofisticadas, alinhadas à eficiência operacional, à percepção de valor e à experiência no ponto de venda.

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De acordo com análises recorrentes da Super Varejo, o setor tem apostado em precificação inteligente por categoria, negociações mais duras com fornecedores e aprimoramento da gestão de estoques como caminhos para preservar margens sem comprometer o fluxo de clientes nas lojas físicas e nos canais digitais. A redução de perdas, o ajuste do mix e o foco em itens de maior giro tornaram-se alavancas centrais nesse processo, ao mesmo tempo em que permitem maior previsibilidade na reposição e no planejamento comercial.

Para Natalia Andrello, CMO da Orgânico Natural, o momento exige equilíbrio e responsabilidade na tomada de decisões. “Os supermercadistas estão passando por um momento desafiador, com custos mais altos e um consumidor cada vez mais sensível a preço. Por isso, o reajuste de margens não acontece apenas por meio de aumento na gôndola, mas por decisões estratégicas que combinam precificação inteligente, eficiência operacional e foco em valor”, afirma.

Segundo a executiva, a estratégia passa por revisar preços por categoria, negociar com fornecedores e melhorar a gestão de estoque para reduzir perdas, sempre com cautela para não afastar o cliente e preservar a fidelização. No caso da Orgânico Natural, que atua com produtos voltados à saúde, bem-estar e sustentabilidade, a prioridade tem sido proteger o posicionamento e o valor da marca. “Em vez de repassar aumentos de forma automática, buscamos otimizar a cadeia de compras, fortalecer parcerias, trabalhar um mix equilibrado e ganhar eficiência em processos e escala”, explica.

A postura apresentada pela profissional reflete uma tendência mais ampla do varejo alimentar: mais do que repassar custos ao consumidor final, as redes buscam construir sustentabilidade financeira a longo prazo, mantendo competitividade no ponto de venda e relevância para um público cada vez mais criterioso, informado e atento à relação entre preço, qualidade e propósito das marcas.

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