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Por Redação
20 de janeiro de 2026

Inflação e alimentos importados: dólar alto pressiona preços nas prateleiras

Câmbio valorizado encarece insumos, reduz oferta no mercado interno e impacta produtos específicos nos supermercados

A alta do dólar frente ao real tem intensificado a pressão inflacionária sobre os alimentos, especialmente aqueles importados ou que dependem de insumos cotados em moeda estrangeira. No varejo alimentar, esse movimento se reflete de forma direta nas prateleiras, com aumentos concentrados em categorias específicas e maior complexidade para a gestão de preços, promoções e negociações com fornecedores.

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O câmbio elevado afeta não apenas produtos importados, mas também itens produzidos no Brasil que utilizam matérias-primas dolarizadas ou que competem com o mercado externo. Nesse cenário, a inflação ganha força à medida que a oferta interna diminui e os custos de reposição sobem, pressionando as margens do varejo e exigindo maior planejamento das áreas de compras e comercial.

Segundo Gabriel Giacri, diretor da Nuty Açaí, o impacto do dólar vai além do custo direto de importação. “A alta do dólar impacta diretamente os preços nas prateleiras, porque encarece tudo que é importado ou que depende de insumos cotados em moeda estrangeira. Além disso, o dólar alto torna a exportação mais atrativa, então muitos fornecedores preferem vender para fora do Brasil do que abastecer o mercado interno”, afirma.

Esse movimento reduz a disponibilidade de produtos no país e eleva os preços ao consumidor final. “Com isso, sobra menos produto aqui dentro e os preços sobem, afetando itens como o açaí, o açúcar e outras commodities”, completa o executivo. No caso do açaí, a matéria-prima é fortemente influenciada pela demanda internacional, o que torna o produto ainda mais sensível às oscilações cambiais e às variações no fluxo de exportações.

Para o setor supermercadista, o cenário impõe decisões estratégicas em curto e médio prazos. A recomposição de estoques passa a ser feita com mais cautela, enquanto as equipes buscam alternativas como a diversificação de origens, a substituição de marcas no sortimento e a revisão do mix de produtos expostos ao consumidor.

Diante desse contexto, supermercados e indústrias também têm apostado na renegociação com fornecedores e em ajustes graduais de preços para evitar impactos bruscos na percepção do cliente. Em um ambiente de câmbio volátil e inflação persistente, o desafio do setor é equilibrar competitividade, abastecimento e acesso do consumidor a produtos essenciais, mantendo a sustentabilidade do negócio e a fidelização do público em um cenário econômico cada vez mais sensível.

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