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Varejo
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Por Redação
20 de abril de 2026

Vila das Frutas: olhar estratégico para o consumidor

Rede investe em gestão de perdas e estoque, tecnologia e modelo de expansão sustentável

Iniciando as operações como um hortifrúti em 2012, aos poucos o Vila das Frutas foi agregando outras categorias ao sortimento, bem como seções nas lojas, além de mercearia e açougue. Hoje são 12 unidades que empregam cerca de 1.100 colaboradores diretos e indiretos.

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O início do Vila das Frutas remonta à história familiar do fundador, que prefere manter a identidade preservada. A família trabalhava em feiras livres antes da abertura do sacolão, que quando inaugurado seguiu modelo antigo, funcionando como uma feira, mas em um ambiente fechado e fixo. “O fundador tinha um incômodo sobre a forma como os produtos eram apresentados na loja. Ele viu a necessidade de mostrar mais qualidade na apresentação dos alimentos e essa mudança de chave serviu para mudar a estratégia de exposição”, conta Daniel Zanatta Jr., gestor de Tecnologia.

De acordo com Zanatta, em parceria com um marceneiro, o fundador desenvolveu o modelo de bancas que é usado até hoje nas lojas. “Foi uma ideia que ele teve na época para expor melhor frutas e verduras, com fundos falsos para dar a impressão de ter bastante mercadoria, mas não colocar muito produto a ponto de estragar”, explica.

Em 2012, já com essa solução e com duas lojas na zona Sul de São Paulo (SP), surgiu a marca Vila das Frutas. Aos poucos, além do hortifrúti, foram sendo acrescentados outros setores nas lojas, como peixaria. Mas até hoje, o FLV é o carro-chefe da empresa, ocupando entre 60% a 65% do espaço dedicado a hortifrúti nas lojas. O crescimento da empresa tem sido bastante sustentável. “Nos últimos dez anos, no período entre 18 e 20 meses, inauguramos uma loja”, diz Zanatta.

Segundo o executivo, o principal diferencial do Vila das Frutas é a qualidade. “Você encontra o mesmo produto, independente da época do ano. Por exemplo, a cenoura, o tomate, a cebola, você vai encontrar no mesmo padrão o ano inteiro. A gente sempre tende a oferecer essa qualidade mais prime”, fala.

A comodidade também é algo muito importante para a rede. As lojas são ambientes confortáveis para o cliente querer ficar mais tempo, todas têm estacionamento e algumas têm lanchonete. Além disso, há muitos produtos pensados para facilitar a rotina do consumidor. “A gente trabalha com produtos higienizados, pré-prontos, a linha Grab and Go pronta para levar, além de sucos naturais, cortes de verduras e legumes prontos para utilizaçãoe frutas picadas. Na rotisseria, temos pratos prontos, que chamamos de pista quente”, conta.

A execução no ponto de venda também está sempre no radar do Vila das Frutas. Mais do que a gestão do estoque eficiente, a rede prioriza o cuidado com o que está em exposição na loja, para reduzir ao máximo as perdas. “Em hortifrúti, a gente acompanha compra e venda, e não olha muito para o estoque. A gente faz uma avaliação na entrada, com uma perda programada, e há um acompanhamento semanal de compra e venda. Quando identificamos uma discrepância entre ambas, há uma ação logo na próxima semana”, explica Zanatta.

Para ajudar a reduzir o percentual de perda, quando há essa diferença, os produtos são beneficiados e comercializados de outra maneira. Por exemplo, se a comercialização de batatas in natura não atingiu o esperado, ela pode ser vendida descascada e picada, em embalagem a vácuo, ou como parte de pratos prontos, como uma sopa. Além disso, o estoque também pode ser distribuído para as demais lojas da rede, que estejam com mais demanda por determinado produto.

A tecnologia é outro pilar da empresa. O Vila das Frutas fez a integração com aplicativos de delivery, como iFood e Rappi, em 2018, o que colocou a empresa em certa vantagem quando todo mundo precisou se digitalizar na pandemia. A empresa Imperium Software e Tecnologia é o parceiro da Vila das Frutas nessa área há cerca de 10 anos, com eles, foram desenvolvidas soluções que integram grande parte do sistema da empresa, e que resolvem as principais demandas do dia a dia. “O arroz com feijão bem feito é melhor do que você fazer uma lasanha sofisticada. A gente brinca que tem Fusquinha turbinado que dá pau em muita Ferrari”, brinca o executivo.

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