Por Redação
19 de janeiro de 2026Supermercados paulistas aumentam número de lojas e demanda por vagas permanece elevada
Levantamento mostra a abertura de 2.800 novos estabelecimentos em 2025, enquanto mais de 36 mil vagas seguem disponíveis
O setor supermercadista paulista manteve ritmo de expansão em 2025, com abertura de novas lojas e geração de empregos, mas ainda enfrenta o desafio de preencher vagas em aberto. Levantamento da APAS (Associação Paulista de Supermercados) aponta que mais de 2.800 estabelecimentos foram inaugurados nos primeiros nove meses do ano, com a geração de 18.870 postos de trabalho, volume cerca de 41% superior ao registrado no mesmo período de 2024. Apesar desse avanço, mais de 36 mil vagas permanecem abertas em todo o Estado de São Paulo.
Segundo o presidente da APAS, Erlon Ortega, o setor segue ampliando a oferta de empregos formais, ao mesmo tempo em que lida com dificuldades na contratação e retenção de profissionais. “Por isso, a entidade tem atuado no apoio a iniciativas de formação, na ampliação de parcerias e no fortalecimento de programas que conectam trabalhadores às oportunidades no varejo alimentar”, afirma.
O levantamento também indica renovação do perfil da força de trabalho, com maior participação dos jovens nas novas vagas e uma recomposição positiva entre os profissionais com mais experiência: jovens de 18 a 24 anos correspondem a 34% das novas contratações, enquanto profissionais de 50 a 64 anos responderam por 24% das admissões, sinalizando uma recomposição positiva entre diferentes faixas etárias.
Já em relação à demanda por vagas em aberto, a análise detalhada por cargo mostra que o operador de caixa lidera o ranking das vagas disponíveis, representando 22% do total. Na sequência aparecem o repositor (17%), o açougueiro (13%) e o operador de frios e laticínios (12%). Esses dados revelam que as funções de contato direto com o cliente e de abastecimento das lojas são as maiores demandas.
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o elevado número de vagas abertas reflete os investimentos na expansão das lojas e a inauguração de novas unidades. “Mesmo com a abertura líquida de mais de 18.800 mil postos de trabalho, o volume ainda não foi suficiente para atender à necessidade de mão de obra do setor”, avalia.