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Varejo
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Por Redação
1 de abril de 2026

Salmão ganha popularidade com ajuda da culinária japonesa

Brasil importa mais de 125 mil toneladas do pescado ao ano, mas ainda há espaço para crescer consumo

O brasileiro tem se interessado cada vez mais pelo consumo do salmão. Mesmo sem produção local, o interesse neste peixe tem aumentado ano a ano no país. Em 2025, de acordo com o Painel do Pescado, desenvolvido pela JubartData, o Brasil importou 125,47 mil toneladas de salmões e trutas, o que representa um aumento de cerca de 4%, ante as 120,79 mil toneladas do ano anterior, e um crescimento de 50,6%, em relação a 2016, quando o país importou 83,32 mil toneladas das espécies. “Temos observado que o salmão tem atraído cada vez mais pessoas, inclusive das classes C, D e E”, fala Guilherme Blanke, diretor Comercial da Noronha.

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Aos poucos, os brasileiros tem descoberto as vantagens de consumir o peixe. “Tem uma cor bonita, atraente e um sabor neutro, muito versátil. Serve para ser consumido cru, assado, cozido... e, por ser de cultivo, proporciona uma constância no abastecimento. Essa previsibilidade ajuda na expansão do consumo”, afirma Rafael Barata, diretor de Comércio Exterior na Frescatto.

A popularização da culinária japonesa é um dos fatores que tem ajudado a aumentar o interesse dos brasileiros pelo salmão. “O consumo no Brasil vem crescendo de forma consistente nos últimos anos, impulsionado principalmente pela expansão da culinária japonesa e pela busca do consumidor por proteínas mais saudáveis.

Hoje, o produto já é bastante presente no food service e vem ganhando espaço também no varejo. Apesar disso, ainda é uma categoria concentrada em um público mais premium, com potencial relevante de expansão conforme ganha acessibilidade”, fala Rodrigo Caetano, diretor de Compras Nacionais e Importados do Grupo Delly’s, dono da marca Pesquali.

Uma boa notícia é que o preço do salmão teve queda de 6,31%, no acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA (índice de Preços ao Consumidor Ampliado) de fevereiro, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Também há bastante espaço no varejo para aumentar a oferta do produto, já que não é todo consumidor que se sente apto para prepará-lo em casa, mas as marcas já estão atentas às oportunidades e podem ajudar a educar o consumidor. “O foco da Delly’s não é concentrar a distribuição em grandes redes específicas e, sim, levar a opção de consumo para o público de maneira geral, diante desse fato temos avançado na parceria principalmente com pequenos e médios varejos. Nosso propósito é disseminar o consumo do produto, que no Brasil ainda tem um consumo per capita na faixa de 500 g. Tem muito trabalho a ser feito em conjunto com nossos clientes”, conta Caetano.

A Noronha importa o pescado do Chile. "Processamos em nossa fábrica no Recife, agregando valor com diversos cortes e apresentações. Temos uma boa parceria com as maiores redes do Brasil e produzimos algumas marcas próprias para algumas redes", diz Blanke.

Um dos desafios vistos pela Frescatto ainda é o preço, uma vez que no Brasil, proteínas como frango e porco são muito acessíveis, uma vez que o país é um grande produtor. “Por isso, frango, porco e a carne bovina são produtos mais baratos em comparação ao pescado, principalmente ao salmão. Acaba que as pessoas optam para comer pescado mais na rua do que fazer em casa. Um dos grandes desafios é esse, acostumar as pessoas a introduzirem peixe mais vezes na dieta delas em casa. A outra questão é a orçamentária, que precisa ser trabalhada, para tornar o peixe ser mais acessível, assim como desmistificar que é difícil preparar o pescado em casa”, fala Barata.

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