Por Redação
8 de julho de 2026SV TÁ ON: uso das canetas emagrecedoras remodelam o consumo dos brasileiros
Participaram do episódio Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil e Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados)
A “febre” das canetas emagrecedoras, de que forma elas têm afetado o consumo de alimentos e qual tem sido o impacto na gôndola dos supermercados foi o tema central do bate papo de mais um episódio inédito do SV TÁ ON, que recebeu para a discussão Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil e Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados).
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Durante o episódio, Machado, da Scanntech, analisou que a ascensão das canetas nada mais é do que um reflexo da tendência da busca pela saúde, que só cresceu desde a pandemia. “No Brasil as canetas emagrecedoras têm tido uma relevância maior do que em outros países. As canetas já existem a algum tempo, e não é um medicamento recente. Na verdade, as canetas vêm acelerando uma tendência que já existia. As canetas começaram a chegar no Brasil, na verdade, no começo de 2025, mas mesmo antes disso já víamos essa migração do consumidor brasileiro. O brasileiro está mais preocupado com saúde, com viver melhor e também a estética”, analisou o CEO da Scanntech Brasil.
Nessa busca pela saúde, Queiroz ressaltou que elas contribuem também na questão da estética, atributo muito valorizado no país. “O medicamento surge inicialmente como tratamento para diabetes. A medida que foram percebendo que ele ajuda no controle da perda de peso, principalmente em pessoas obesas, o medicamento evoluiu mundo a fora. Sabemos o quanto a estética importa na nossa própria sociabilidade e as canetas acabam sendo um complemento nisso”, pontuou Queiroz, da APAS.
Para ressaltar que o medicamento e o seu uso entre os brasileiros nada mais é do que um reflexo de uma tendência em aceleração, Machado, da Scanntech, listou o cenário já em andamento nas prateleiras dos supermercados em um período que antecedeu a “força” das canetas. “Já víamos essas tendências acontecendo, então quantificando, já tínhamos detectado uma queda no consumo de açúcares, ultraprocessados e produtos para indulgência no geral, e um crescimento de perecíveis, puxados especialmente por proteínas. Já vemos esse movimento acontecendo a alguns anos e isso vem acelerando ainda hoje com as canetas”, afirmou.
Por fim, Queiroz, economista da APAS reforçou durante o bate-papo, de que maneira essas transformações afetam o varejo alimentar e o consumo de alguns produtos. “As transformações sociais impactam o varejo. Os ovos eram os grandes inimigos nos anos 2000. Passado dois anos, era positivo consumir ovos e hoje ainda é. A percepção sobre o consumo se altera, mas a macrotendência é que as pessoas querem viver melhor e mais. E por outro lado, apontam como entrar na terceira idade de forma positiva. Por isso as canetas entram nesse contexto, assim como os influencers de saúde, fitness e os produtos ofertados no supermercado. E os dados da Scanntech mostram exatamente isso”, avaliou Queiroz.
Confira o episódio completo: