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Por Redação
18 de fevereiro de 2026

SV TÁ ON: massas, biscoitos e pães desafiam estratégia do varejo

Claudio Zanão, presidente-executivo da ABIMAPI, foi o convidado da semana e abordou sobre o peso econômico das categorias derivadas do trigo e os desafios de consumo no país

As categorias de massas, biscoitos e pães industrializados seguem entre as mais relevantes da alimentação do brasileiro e movimentam bilhões de reais por ano. Esse foi um dos principais temas do episódio do SV TÁ ON que entrevistou Claudio Zanão, presidente-executivo da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados). Segundo o executivo, o setor reúne cerca de 150 empresas associadas, responsáveis por aproximadamente 85% da produção nacional, com forte presença no dia a dia do consumidor e alta penetração nos lares brasileiros. “Estamos está falando de categorias extremamente democráticas, que chegam a praticamente todos os lares do país”, destacou.

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Ao longo da conversa, Zanão reforçou o papel social e econômico dos produtos derivados do trigo, especialmente em momentos de pressão de renda. Um dos exemplos citados foi o macarrão, pela acessibilidade e rendimento. “Com um pacote de massa, você consegue alimentar várias pessoas com um custo muito baixo por porção. Isso tem um impacto direto na segurança alimentar”, explicou. O executivo também abordou a dependência de importação de trigo e a influência do câmbio nos preços. “Como parte do trigo é importada, qualquer variação cambial afeta o custo da indústria e, consequentemente, o preço final ao consumidor.”

Outro ponto relevante foi a reforma tributária e a inclusão de produtos como massas e pães industrializados na cesta básica com redução de impostos, medida que tende a beneficiar consumidores e aumentar a competitividade entre categorias. Zanão também comentou tendências de inovação, como produtos sem glúten e itens de maior valor agregado. “O consumidor está mudando, buscando conveniência, saudabilidade e experiências diferentes, e a indústria precisa acompanhar esse movimento”, afirmou.

O presidente-executivo ainda reforçou a importância estratégica do varejo alimentar como principal canal de distribuição. “Sem o varejo, teríamos enorme dificuldade de levar nossos produtos ao consumidor. O supermercado é um parceiro essencial para o crescimento da categoria”, disse.

Para o setor, o desafio dos próximos anos envolve equilibrar acessibilidade, inovação e percepção de saudabilidade, acompanhando mudanças de hábitos sem perder a relevância de categorias consideradas base da alimentação brasileira.

Confira o podcast na íntegra:


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