Por Redação
16 de setembro de 2026SV TÁ ON: os desafios do gerenciamento de categoria como estratégia dos varejistas
Felipe Teixeira, especialista em GC e da rede Amigão (Holding Plurix), foi o entrevistado do episódio, que falou da prática como estratégia e não somente como processos para determinar o sortimento nas lojas
Se existe um tema que ganha cada vez mais importância nas redes varejistas é o Gerenciamento de ou por Categoria, uma vez que trabalhar o sortimento correto é fundamental para se manter competitivo e com as margens em alta no negócio. E de certa maneira, muitas empresas ainda tratam a prática como um projeto pontual ou simplesmente como uma metodologia de exposição.
VEJA TAMBÉM
SV TÁ ON: Marcas próprias ganham força nas estratégias do varejo
SV TÁ ON: Grupo Máximo projeta crescimento com novo modelo de atacarejo
Mas isso está longe da realidade! O GC é um processo contínuo e estruturado de tomada de decisão sobre as categorias que a loja ofertará ao seu cliente. “Em GC, na prática, o básico bem-feito é o ingresso para o jogo. E o jogo está complicado para todos os varejistas, uma vez que se alimentar tem sido complexo na realidade atual. Trabalhar o básico em sortimento só serve para garantir o seu lugar na mesa. O GC é muito falado, mas é pouco praticado. Muita coisa é tratada como projeto, mas não processos de fato”, ressalta.
Durante a conversa, o entrevistado ressaltou, entre outros pontos, de que maneira a Inteligência Artificial tem apoiado a estratégia do GC e reforçou que quando bem estruturada, a prática identifica tendências e aproxima o supermercado do seu consumidor. “Hoje estamos vendo a febre da proteína. Só que quando uma tendência já está dessa maneira, ela deixou de ser uma tendência e se você não tem esses produtos no seu PDV, está perdendo tempo”, reforça.
Neste ponto da conversa, o especialista destacou o crescimento do mercado de saudáveis e de como o GC pode apoiar a estratégia de o supermercado trabalhar o melhor sortimento neste nicho e em outros que estão cada vez mais em alta. “A sua loja está preparada para essa nova realidade de consumo? Esse mundo saudável que antes era esquecido, que ficava perto da sua padaria, com os produtos zero lactose, zero glúten e zero açúcar ele está interpretando longevidade, vitalidade, desempenho, que é o que o shopper tá buscando a partir de agora?”, disse.
No geral, o especialista ressaltou que as algumas decisões difíceis precisam ser tomadas, principalmente em análise de sortimento. Ter uma estratégia de GC bem aplicada trará para o supermercado um mix que levará em conta a regionalidade, bem como as tendências e momentos de consumo do shopper de cada loja. “Estou fazendo no Amigão a primeira análise de sortimento anual e a rede tem mais de 30 anos. Essa análise era feita, mas de modo esporádico. Em visitas às lojas em Maringá, em uma delas me deparei com um palete de arroz oriental na que custa em média 45 reais. Perguntei ao gerente se isso não iria levar a perdas. E ele me respondeu que a loja estava perto da maior comunidade nipônica do Brasil. Isso só demonstra que o GC tem um papel fundamental de ser local também, mesmo que a estratégia da companhia seja global”, afirma.
Confira o episódio na íntegra: