Por Redação
18 de março de 2026SV TÁ ON: mercado plant-based entra em fase de consolidação no Brasil
Camila Lupetti, especialista em Inteligência de Mercado, analisa o crescimento das proteínas alternativas, os desafios de adoção e o futuro do setor no país
O avanço do mercado de proteínas alternativas no Brasil e os caminhos para sua consolidação foram o foco do episódio do SV TÁ ON com Camila Lupetti, especialista em Inteligência de Mercado. Durante a conversa, a executiva detalhou o estágio atual do setor, com destaque para o segmento plant-based.
Segundo ela, o mercado passou por um crescimento acelerado nos últimos anos, impulsionado pela curiosidade do consumidor e pela entrada de grandes players e startups. Agora, o setor vive um momento de reorganização, com foco em consistência, escala e entendimento mais profundo do comportamento de consumo.
Camila destacou que o Brasil já apresenta um ecossistema relevante em proteínas vegetais, enquanto outras tecnologias, como carne cultivada e fermentação de precisão, ainda estão em estágio inicial ou em desenvolvimento no país. A tendência, no entanto, é de expansão, impulsionada por fatores como sustentabilidade e segurança alimentar.
Entre os principais desafios para a consolidação da categoria, a executiva apontou um tripé central: preço, sabor e disponibilidade. “O preço ainda é a principal barreira, seguido pela experiência sensorial e pela dificuldade de encontrar os produtos com consistência no ponto de venda”, explicou.
A executiva também ressaltou que o consumidor brasileiro ainda enfrenta dúvidas sobre como inserir esses produtos na rotina alimentar, já que muitos lançamentos iniciais estavam concentrados em itens como hambúrgueres e nuggets, distantes do consumo cotidiano.
No lado da indústria, o cenário é competitivo e complementar. Enquanto grandes companhias têm vantagem logística e de distribuição, startups se destacam pela inovação e foco total na categoria. Para Camila, o equilíbrio entre esses agentes será determinante para o desenvolvimento do mercado.
Por fim, ela reforçou que o futuro das proteínas alternativas está diretamente ligado à necessidade global de repensar os sistemas alimentares diante da crise climática. “A demanda existe e a tecnologia está avançando. O desafio agora é transformar isso em produtos acessíveis, atrativos e presentes no dia a dia do consumidor”, concluiu.
Confira o podcast na íntegra:
