Newsletter
Receba novidades, direto no seu email.
Assinar
Varejo
...
Por Redação
13 de maio de 2026

Jovens puxam consumo de proteína vegetal no lugar das de origem animal

Consumidor com este perfil tende a ser mais receptivo a diferentes opções de proteínas, como as vegetais industrializadas que imitam as tradicionais

A busca por produtos mais saudáveis tem transformado a indústria alimentícia no mundo todo e com as proteínas não tem sido diferente. É só olhar nas gôndolas e ver que os produtos estão se transformando para atender essa demanda dos consumidores. “O interesse dos consumidores tem aumentado significativamente nos últimos anos, em grande parte impulsionados pela busca por alternativas mais saudáveis e mais acessíveis que as proteínas animais. Além disso, a adesão a movimentos como o vegetarianismo e o veganismo também gira a engrenagem das vendas de proteínas vegetais”, diz Mayara Marcon, head de Marketing do Grupo Lightsweet, empresa que detém a marca Inédito, que fornece proteínas de origem não animal.

LEIA TAMBÉM
 Dicas para redução de perdas de FLV nos supermercados
Supermercados redefinem a última milha

“A Inédito é uma marca que tem um apelo forte ao público jovem. Prezamos pela sustentabilidade, praticidade e simplicidade no preparo e no sabor, características que costumam se alinhar às expectativas dessa categoria de consumidor. Nossa comunicação e posicionamento de marca refletem a proximidade com o público jovem, contemplando uma linguagem menos formal e um visual mais contemporâneo, alinhado à preferência do consumidor”, fala a executiva.

A pesquisa "Olhar 360° sobre o consumidor brasileiro e o mercado plant-based 2023/2024", encomendada pelo GFI (The Good Food Institute Brasil), mostrou que um terço dos brasileiros restringem o consumo de carne animal. São eles os 21% flexitarianos (que comem carne só de vez em quando), os 8% pescitarianos (consomem peixes, frutos do mar, ovos e derivados de leite), os 3% vegetarianos (não comem carne animal, apenas ovos e derivados de leite) e os 2% veganos (não consomem nada de origem animal). Os jovens, segundo o estudo, são os que mais aderem à dieta vegetariana. “Os jovens são imprescindíveis no consumo de proteínas vegetais, pois são muito mais abertos a novas experiências alimentares, têm uma preocupação pungente com assuntos ambientais e relacionados à saúde. Então, a importância dos jovens é inegável nesse nicho”, explica Mayara.

A pesquisa do GFI também mostrou que, nos últimos 12 meses, 36% dos entrevistados reduziram o consumo de carne, principalmente a vermelha, e 27% pretendem reduzir no próximo ano. Os principais substitutos são ovos (69%), vegetais (50%) e queijos e laticínios (33%). As carnes vegetais industrializadas, parecidas ou não com as de origem animal, são usadas por 15% desses consumidores. Mais uma vez, os jovens entre 18 e 34 anos, ao lado da classe A, são os que mais escolhem essas opções.

Segundo a pesquisa "Quem Influencia a Geração Z?", realizada pelo InstitutoZ e a YouPix, o Estilo de vida saudável está entre os 3 principais temas nos quais a geração Z (jovens com idades entre 14 a 29 anos) se deixa impactar por influenciadores. O interesse pelas carnes vegetais tem crescido ano a ano. O Google Trends (ferramenta que contabiliza as buscas no Google) mostra que, desde 2020, houve aumento na procura pelos termos como "proteína vegetal", "proteína alternativa" e "carne vegetal".

As vendas totais de proteínas no varejo brasileiro somaram R$ 663,3 bilhões, em 2025, de acordo com o Euromonitor, sendo R$ 537,8 bi da comercialização de carne fresca bovina, de ave, de porco, entre outras, e R$ 66 bilhões de peixes frutos do mar frescos.

Segundo dados do instituto, o consumo dos produtos vegetais substitutos de carnes e peixes têm crescido nos últimos anos. Em 2023, a venda no varejo brasileiro foi de R$ 900 milhões; em 2024, subiu para R$ 1,1 bilhão, e, em 2025, alcançou R$ 1,9 bilhão; crescendo 111,11% no acumulado dos 2 anos.

Enquanto, em 2023, os substitutos vegetais representavam 0,17% do consumo total de proteínas no Brasil, em 2025, passaram a ser 0,29%. Ainda bem abaixo da segunda proteína menos consumida no país: peixes e frutos do mar processados. Eles representavam 1,54%, em 2023, e passaram a 1,52%, em 2025.

Deixe seu comentário