Por Redação
27 de março de 2026SV TÁ ON: Rogê destaca potencial de higiene e beleza no varejo supermercadista
Gustavo Oliveira, diretor comercial da Rogê Distribuidora, foi o convidado da semana e analisou os desafios de sortimento, a pressão por preços e o potencial de crescimento da categoria no varejo
O episódio do SV TÁ ON recebeu Gustavo Oliveira, diretor Comercial da Rogê Distribuidora, para uma conversa aprofundada sobre o papel estratégico da categoria de higiene e beleza dentro dos supermercados. Com atuação em mais de 600 cidades paulistas e um portfólio de cerca de 6 mil SKUs, a empresa traz uma visão prática sobre como o varejo pode evoluir na gestão dessa área, que ainda tem grande potencial de crescimento dentro das lojas.
Durante a entrevista, Gustavo destacou que o principal desafio atual está na definição de sortimento diante da explosão de novos produtos e marcas, impulsionada pelas redes sociais e pela redução das barreiras de entrada no mercado. “O mercado é muito dinâmico e movido à inovação. Hoje, você tem uma infinidade de opções, e fazer as escolhas certas ficou muito mais difícil.” Nesse cenário, a escolha correta do mix passa a ser decisiva para garantir giro e rentabilidade por metro quadrado, especialmente em categorias dinâmicas como cabelos, que hoje vão muito além de shampoo e condicionador, incorporando tratamentos e finalizadores em forte expansão.
Outro ponto relevante é o impacto do cenário tributário e da pressão por preços no estado de São Paulo, que tem levado supermercadistas a focarem excessivamente no custo, muitas vezes em detrimento da estratégia de sortimento. “O que importa mesmo é ganhar dinheiro em cima do giro. O preço não é a única componente do negócio.” Segundo o executivo, essa dinâmica pode limitar o potencial da categoria, que deveria representar até 10% a 12% do faturamento e cerca de 20% do lucro das lojas, mas ainda opera abaixo desse patamar no mercado.
Por fim, o episódio reforça que o avanço da categoria depende de uma combinação entre tecnologia, logística eficiente e parceria com o varejo. “Uma loja deveria ter entre 10% e 12% do faturamento em higiene e beleza, com quase 20% do lucro vindo da categoria.”
Confira o podcast na íntegra:
