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Especial
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Por Redação
25 de setembro de 2026

Quando o algoritmo escolhe o que vai para o carrinho

Até 2030, agentes de inteligência artificial devem ganhar espaço na jornada de compra, enquanto lojas físicas e digitais precisarão funcionar como uma experiência única

Para a Geração Alpha, o ato de comprar promete ser completamente diferente do modelo tradicional. Em vez de percorrer individualmente cada etapa, pesquisando produtos, comparando preços e definindo escolhas, esse consumidor tenderá a delegar boa parte do processo a agentes de inteligência artificial. Isso impõe um novo desafio ao varejo alimentar: aprender a dialogar e negociar não apenas com pessoas, mas com as próprias tecnologias que mediam suas decisões.

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De acordo com Giovanna Dominiquini, diretora de Vendas da Infobip, essa transformação já tem horizonte definido. “A geração Alpha redefinirá a experiência de compra até 2030 ao usar, com muita naturalidade, o comércio baseado em agentes. Estamos falando de uma geração nativa em inteligência artificial que deixa a jornada de descoberta e escolha nas mãos de assistentes de IA”, diz.

Na prática, esses assistentes virtuais poderão interpretar preferências, mapear tendências e selecionar as melhores ofertas com base em critérios estipulados pelo próprio usuário. Para o varejista, acompanhar esse movimento exige adaptar a estratégia omnichannel para que seus sistemas consigam se comunicar diretamente com essas novas interfaces.

Giovanna explica como esse fluxo reconfigura o mercado. “Assim, o funil tradicional de vendas é substituído por uma negociação fluida e invisível entre inteligências virtuais, o que altera a descoberta de produtos”, afirma.

Essa revolução digital também redefine a função do ponto de venda. Como a pesquisa e a comparação migram para o ambiente virtual, a loja física ganha destaque como um polo de experimentação e validação presencial criando uma conexão imediata entre a informação vista online e o produto na gôndola.

Para Giovana, a loja precisa se adaptar a essa nova expectativa. “O varejo precisa ressignificar a loja física, transformando-a em um centro de experiência e entretenimento. O ponto de venda se torna um espaço no qual o consumidor pode interagir presencialmente com produtos que descobriu online, testar, checar tamanhos e texturas e medir a qualidade dos produtos presencialmente”, analisa.

A mesma lógica de integração aplica-se aos canais digitais. Recursos como busca visual, IA preditiva e social commerce expandem as formas de contato, mas devem focar na fluidez e na eliminação de atritos. Giovanna alerta para a exigência desse novo perfil de cliente. “A geração Alpha não aceitará interações sem linguagem natural nem interfaces incapazes de oferecer respostas ágeis”, pontua.

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