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APAS SHOW
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Por Redação
20 de maio de 2026

Sucessão e governança ganham protagonismo no painel “Visão que Pulsa”

Debate do Festival APAS SHOW 2026 abordou formação de sucessores e desafios da continuidade das empresas familiares no varejo supermercadista.

A sucessão empresarial e os desafios da continuidade dos negócios familiares estiveram no centro das discussões do primeiro dia do painel “Visão que Pulsa”, realizado durante o Festival APAS SHOW 2026, na terça-feira (19). Com o tema “Sucessão: Novos Olhares, Mesma Paixão”, executivos, conselheiros e lideranças do varejo supermercadista compartilharam experiências e estratégias voltadas à formação de sucessores, governança corporativa e profissionalização da gestão familiar.

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A programação teve início com a palestra de Bruna Habka, diretora-executiva do Grupo Big Box/Ultrabox, que abordou a capacitação de sucessores para posições de liderança no varejo alimentar. Com trajetória construída na operação supermercadista e atuação em processos de desenvolvimento de lideranças, a executiva destacou que a sucessão exige preparação técnica, visão estratégica e habilidades comportamentais capazes de garantir a sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Durante a apresentação, Bruna ressaltou que formar novos líderes vai além da transferência de cargos, envolvendo mentoria, construção de cultura organizacional e preparo para tomada de decisões em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Segundo ela, o varejo supermercadista precisa desenvolver sucessores conectados à inovação, mas comprometidos com os valores e o legado das empresas familiares.

Na sequência, Márcio Roldão, conselheiro de administração e professor da Inova Business School, discutiu os impactos da entrada de novos integrantes na gestão das empresas familiares. O especialista destacou que a chegada de cônjuges, filhos e novos sócios pode gerar desafios relacionados à governança, à tomada de decisão e à harmonia entre família e negócio, mas também representar uma oportunidade de renovação e crescimento sustentável.

“Além da obtenção de resultados financeiros consistentes e sustentáveis, o grupo familiar busca sempre o caminho da longevidade do negócio”, afirmou. “A entrada de novos integrantes pode gerar crises e instabilidades, mas também pode se tornar o diferencial competitivo que a empresa necessita no longo prazo”, enfatizou Roldão.

Para o especialista, a longevidade das empresas familiares depende da capacidade de estruturar processos de governança, definir papéis e planejar a transformação contínua do negócio. O executivo enfatizou que a profissionalização da gestão é um dos principais caminhos para preservar patrimônio, garantir perenidade e fortalecer a competitividade das empresas supermercadistas ao longo das gerações.

Encerrando o painel, o debate “O Sucessor e o Desafio da Legitimidade” reuniu sucessores e especialistas para discutir como conquistar credibilidade e respeito dentro das organizações familiares. Mediado por Elismar Álvares, professora e pesquisadora da Fundação Dom Cabral, o encontro contou com a participação de Murilo Savegnago, diretor de Trade e Marketing do Savegnago Supermercados, Eduardo Gomes, chairman da Board Academy, e Xênia Pinheiro, diretora executiva de Gestão e Pessoas do Supermercado Pinheiro.

Durante o painel, Xênia destacou que o processo sucessório exige preparo contínuo e alinhamento entre família, gestão e propriedade. “Ser sucessor vai muito além de assumir uma posição: é construir legitimidade todos os dias, e essa legitimidade não é herdada, ela é conquistada por meio de atitudes, decisões consistentes e pela capacidade de equilibrar o respeito ao legado com a necessidade de evolução”, afirmou.

Xênia também ressaltou que a sucessão precisa ser encarada como uma agenda estratégica para garantir crescimento sustentável e continuidade das empresas familiares. “Em um ambiente onde família, gestão e propriedade se misturam, as divergências são inevitáveis, mas podem se tornar um diferencial quando bem conduzidas, e o desafio é preparar o futuro com intencionalidade, profissionalização e coragem para evoluir”, completou.

O primeiro dia do “Visão que Pulsa” evidenciou que, diante de um mercado em constante transformação, o futuro das empresas supermercadistas passa pela capacidade de formar lideranças preparadas para preservar legados, impulsionar inovação e garantir crescimento sustentável nas próximas gerações.

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