Por Redação
19 de maio de 2026Executivos debatem sobre como transformar sustentabilidade em cultura
Painel do Congresso APAS levanta estratégias para integrar práticas sustentáveis à operação, à comunicação e ao relacionamento com consumidores
A construção de uma cultura sustentável no varejo supermercadista foi o centro do painel “Desenvolvendo a Cultura da Sustentabilidade nos Supermercados”, realizado nesta terça-feira, durante a APAS SHOW 2026. O encontro reuniu representantes de diferentes áreas do setor para discutir como a sustentabilidade pode deixar de ser uma iniciativa isolada e passar a fazer parte da estratégia, da operação e da relação com o consumidor.
A mediação ficou a cargo de Lucio Vicente, diretor do Instituto Akatu, organização reconhecida pelo trabalho voltado ao consumo consciente e à educação para práticas sustentáveis. O instituto atua há anos em projetos ligados à mudança de comportamento de consumidores e empresas em relação ao impacto ambiental e social do consumo.
Entre os painelistas estava Raquel Monteiro, responsável pelas iniciativas ESG do Quitanda, rede conhecida pelo posicionamento de alimentação saudável, rastreabilidade e valorização de produtores locais. A executiva abordou como práticas sustentáveis podem ser incorporadas à cadeia de abastecimento, à curadoria de produtos e à experiência de compra.
O debate também contou com a participação de Tania Sassioto, da Eureciclo, empresa que se tornou referência em logística reversa e compensação ambiental de embalagens no Brasil. A Eureciclo atua conectando marcas, recicladores e consumidores dentro da cadeia da economia circular, incentivando a destinação correta de resíduos e o fortalecimento da reciclagem no país.
Representando o varejo supermercadista, Fábio Lavezo, Diretor de Trade e Marketing do Grupo Savegnago, levou ao painel a visão operacional e comercial do setor. O Grupo Savegnago vem ampliando iniciativas ligadas à eficiência energética, redução de desperdícios e ações de conscientização ambiental junto aos consumidores e colaboradores.
Entre outros pontos, o painel explorou como o engajamento das equipes, a comunicação com o consumidor e a integração entre indústria, varejo e sociedade são fatores essenciais para consolidar uma cultura de sustentabilidade nas empresas supermercadistas. Umas das mensagens convergentes entre os painelistas é a de que sustentabilidade só gera transformação quando deixa de ser responsabilidade de uma área específica e passa a fazer parte da cultura da empresa inteira.
A discussão acompanhou a tendência crescente no varejo alimentar brasileiro: o avanço das agendas ESG como ferramenta de eficiência operacional, reputação de marca e conexão com consumidores cada vez mais atentos às práticas ambientais e sociais das empresas.