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Varejo
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Por Redação
13 de agosto de 2026

Americanas registra receita bruta de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis meses

Vendas mesmas lojas crescem 9,3% 6M26, enquanto despesas com SG&A recuam 4,5%; no segundo trimestre, receita bruta soma R$ 3,9 bilhões

A Americanas apresentou avanço operacional no segundo trimestre de 2026, com crescimento das vendas e redução de despesas, embora o resultado financeiro ainda pese sobre o balanço. No acumulado do primeiro semestre, a receita bruta consolidada chegou a R$ 7,6 bilhões, alta de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 9,3%, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) caíram 4,5%.

No segundo trimestre, porém, a receita bruta somou R$ 3,9 bilhões, recuo de 1,5% na comparação anual. Segundo a companhia, o resultado foi afetado pelo efeito calendário da Páscoa, que concentrou uma parcela maior das vendas no primeiro trimestre de 2026, diferentemente do que ocorreu no ano anterior. Por isso, a Americanas considera a visão acumulada do semestre mais adequada para avaliar a evolução do negócio.

A operação física continua como principal fonte de receita. No semestre, as lojas registraram R$ 6,9 bilhões em receita bruta, alta de 3,2%. Já o canal O2O (online-to-offline) teve expansão de 74,6%, para R$ 337 milhões, reforçando a estratégia omnicanal da companhia. Durante a Copa do Mundo, cerca de 30% das vendas de figurinhas foram realizadas por esse canal.

Entre as categorias, bebidas e snacks apresentaram crescimento de 29% e 13%, respectivamente. A linha de produtos de inverno também teve desempenho positivo, com avanço superior a 35%. Ao todo, a companhia comercializou mais de 12 milhões de pacotes de figurinhas no período.

Eficiência operacional

A redução de custos foi outro destaque do semestre. As despesas com SG&A totalizaram R$ 1,6 bilhão, queda de 4,5% em um ano. No segundo trimestre, o indicador recuou 12,3%, para R$ 772 milhões, representando uma diluição de 2,8 pontos percentuais sobre a receita líquida.

O lucro bruto das operações físicas e O2O alcançou R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre, alta de 6,8%. A margem bruta passou para 27,4%, avanço de 0,5 ponto percentual.

Apesar da melhora operacional, a varejista ainda registrou prejuízo líquido de R$ 603 milhões no semestre, alta de 1,5% sobre o mesmo período de 2025. O resultado financeiro foi negativo em R$ 332 milhões. O EBITDA Ajustado ficou em R$ 161 milhões, enquanto o EBITDA Ajustado ex-IFRS 16 foi negativo em R$ 240 milhões.

A companhia, no entanto, afirma que houve melhora operacional de R$ 251 milhões na comparação anual quando desconsiderados efeitos extemporâneos que beneficiaram o resultado de 2025.

Estratégia

A Americanas também destaca a evolução de iniciativas voltadas ao relacionamento com consumidores. A companhia registrou 92 milhões de visitas mensais somando lojas, site e aplicativo, enquanto a base de clientes identificados cresceu mais de 15% nos últimos 12 meses. A receita bruta de serviços avançou 35%, e consumidores cadastrados no programa de fidelidade apresentaram gasto médio 2,9 vezes superior ao dos demais clientes.

O semestre também foi marcado pela continuidade da modernização das lojas e pela abertura e reinauguração de unidades. A empresa iniciou ainda o desenvolvimento de um novo conceito de loja, com foco em experiência de compra, relacionamento e descoberta de produtos.

Os resultados foram divulgados em meio à etapa final do processo de Recuperação Judicial. Em julho, a Americanas concluiu a venda da UPI Uni.Co para a Fan Store Entretenimento (BandUP!), por preço de aquisição final de R$ 162 milhões. A operação faz parte das medidas previstas no plano de recuperação da companhia.

Para os próximos anos, a Americanas concentra a estratégia no plano “100 Anos”, que busca reposicionar a companhia e retomar o crescimento com foco no varejo físico, disciplina financeira e integração dos canais digitais.

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