Por Redação
26 de março de 2026Americanas pede saída da recuperação judicial após lucro de R$ 98 milhões em 2025
Varejista cresce 7,8% em mesmas lojas, impulsionando a receita por metro quadrado em 13%
A Americanas encerrou 2025 com melhora relevante nos indicadores operacionais, sustentada pela reestruturação do negócio e pelo foco na produtividade das lojas. A companhia registrou alta de 7,8% nas vendas mesmas lojas e avanço de 13% na receita por metro quadrado, reforçando o ganho de eficiência no varejo físico e o reposicionamento estratégico que coloca as lojas no centro da jornada de compra, com o digital como complemento omnicanal.
No campo financeiro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado atingiu R$ 277 milhões, crescimento de R$ 169 milhões na comparação anual, refletindo maior disciplina operacional. As despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) recuaram 18,1%, somando R$ 748 milhões, enquanto o resultado líquido das operações continuadas ficou positivo em R$ 98 milhões, uma melhora de R$ 280 milhões frente ao ano anterior. No quarto trimestre, a varejista reportou lucro de R$ 206 milhões e encerrou o período com posição de caixa líquido positiva, evidenciando uma estrutura de capital mais equilibrada.
O desempenho operacional acompanha a revisão do modelo comercial, com ajustes de sortimento, precificação e relacionamento com fornecedores, além de investimentos na experiência em loja. A estratégia também avança na fidelização, com o programa Cliente A já concentrando mais de 40% das compras identificadas e maior recorrência de consumo, sinalizando ganho de qualidade na base de clientes.
Com a operação mais enxuta e eficiente, a Americanas inicia um novo ciclo estratégico até 2029, estruturado em duas frentes: performance, voltada à aceleração de resultados e excelência operacional no ponto de venda, e transformação, com foco na evolução da experiência e na conexão com o consumidor.
Segundo o CEO Fernando Soares, essa agenda busca aprofundar o relacionamento com o cliente e ampliar o valor da jornada de compra. “A segunda agenda, de Transformação, busca uma mudança significativa na experiência de compra em categorias alinhadas à expectativa do consumidor, ampliando a conexão através do programa de fidelidade ‘Cliente A’. Hoje, a varejista já possui mais de 40% de compras identificadas nas lojas, com gasto médio mais alto e recorrência duas vezes e meia maior entre os clientes fidelizados”, afirma.
Em paralelo, a companhia protocolou o pedido de encerramento do processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após a homologação do plano. A solicitação, que será analisada pela Justiça, ocorre após o cumprimento das obrigações previstas e marca a transição para uma nova fase. “Estamos definitivamente vivendo uma nova fase em 2026, concluindo um ciclo de três anos de uma reestruturação intensa em todas as frentes de negócios e preparando a companhia para voltar a crescer”, conclui o executivo.
