Por Redação
13 de maio de 2026JBS registra lucro líquido de US$ 221 milhões no 1T26
Companhia alcançou receita líquida de US$ 21,6 bilhões no primeiro trimestre, alta de 11% na comparação com o mesmo período de 2025
A JBS encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 221 milhões, sustentado principalmente pelo desempenho das operações no Brasil e pela performance da Seara. A companhia registrou ainda receita líquida de US$ 21,6 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 11% na comparação anual. O EBITDA ajustado alcançou US$ 1,13 bilhão, com margem de 5,2%, enquanto o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) chegou a 22,1%.
Segundo a empresa, os resultados refletem a resiliência da estratégia multiproteína e multigeográfica da JBS, especialmente diante do ciclo pecuário adverso na América do Norte, marcado pela menor disponibilidade de gado e alta nos custos da arroba.
“No primeiro trimestre de 2026, permanecemos firmemente focados na excelência operacional. Entendemos o ambiente em que operamos e os ciclos naturais de cada proteína, e gerimos o negócio com disciplina e responsabilidade”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
Entre os destaques do trimestre esteve a operação da JBS Brasil, que registrou receita líquida recorde de US$ 3,78 bilhões para um primeiro trimestre. O desempenho foi impulsionado pela demanda global por proteína bovina e pela diversificação dos mercados de exportação. No mercado interno, a estratégia da marca Friboi seguiu concentrada em produtos de maior valor agregado e no fortalecimento das parcerias com varejistas.
A Seara também apresentou forte desempenho operacional, com margem EBITDA de 15,5% e receita líquida de US$ 2,379 bilhões. Segundo a companhia, o crescimento foi sustentado pelo avanço das vendas no mercado interno e nas exportações, além da expansão do portfólio de produtos de valor agregado e conveniência.
Já a operação de carne bovina nos Estados Unidos enfrentou um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos. A unidade JBS Beef North America registrou EBITDA negativo de US$ 267 milhões, com margem de -3,7%, pressionada pela baixa oferta de gado e pelo aumento nos custos de aquisição de matéria-prima.
No segmento de suínos nos Estados Unidos, a JBS USA Pork manteve resultados positivos, com margem EBITDA de 13,5% e receita líquida recorde de US$ 2,032 bilhões para um primeiro trimestre. O desempenho foi apoiado pela demanda por proteínas de menor custo e pelo avanço dos produtos de valor agregado.
A Pilgrim’s Pride também apresentou resultados resilientes, mesmo diante de eventos climáticos extremos nos Estados Unidos. A companhia registrou receita líquida de US$ 4,529 bilhões e margem EBITDA de 9,9%, sustentada pela modernização das operações e pelo fortalecimento do portfólio de marcas.
No trimestre, a companhia também avançou na gestão financeira e de capital. A alavancagem encerrou março em 2,77 vezes dívida líquida/Ebitda, dentro da meta de longo prazo da empresa. Segundo Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a estratégia de alongamento da dívida fortalece a liquidez da companhia diante da volatilidade do setor.
“Executamos nossa estratégia de Liability Management, estendendo o prazo médio de nossa dívida para 15,6 anos, com um custo médio atrativo de 5,7% ao ano e sem vencimentos significativos previstos até 2031”, afirma o executivo.
