Por Redação
15 de janeiro de 2026Camil Alimentos registrou queda de 0,6% no lucro líquido no 3T25
A companhia apresentou maior volume, mix e ganho operacional
A Camil Alimentos anuncia os resultados do terceiro trimestre de 2025, com destaque para o lucro líquido que atingiu R$ 44,1 milhões, queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida foi de R$ 2,9 bilhões, com EBITDA de R$239 milhões e margem de 8,1%, no operacional, os volumes consolidados cresceram 14% na comparação anual, impulsionados, principalmente, pela operação internacional e pelas categorias de alto valor no Brasil.
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A receita bruta atingiu R$ 3,4 bilhões no trimestre queda de 4,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior, principalmente em função da queda de preços na categoria de alto giro e segmento internacional, especialmente em grãos. A redução foi parcialmente compensada pelo aumento do volume consolidado, impulsionado pelo crescimento do Internacional e pelo avanço nos volumes de todas as categorias de alto valor. A receita líquida atingiu R$2,9 bilhões no trimestre.
Na categoria de alto giro no Brasil (grãos e açúcar), grãos apresentou desempenho positivo em volumes, parcialmente compensado pela redução de preços no período. Em açúcar, observamos retração de volumes com a redução de exportações pontuais no trimestre que foram realizadas nas bases comparativas anual e trimestral. No entanto, vale destacar que esse efeito foi compensado pela melhoria da rentabilidade da categoria, que segue apresentando resultados melhores durante o exercício corrente comparado a anos anteriores.
No segmento internacional, o volume de vendas atingiu 249,4 mil tons no 3T25, aumento de 59,4% em comparação com o período anterior. A companhia concluiu a aquisição da Villa Oliva Rice, no Paraguai, em setembro de 2025 e, a partir dessa data, seus resultados passaram a ser consolidados e estão refletidos no 3T25. O crescimento anual de volumes ocorreu, principalmente, no Uruguai, em função de maiores níveis de exportação, além da entrada do Paraguai no trimestre. Esse efeito foi parcialmente compensado por menores volumes no Peru e no Equador. Já na comparação sequencial, o avanço é explicado pela consolidação do Paraguai e crescimento do volume no Peru e Equador.