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Economia
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Por Redação
31 de março de 2026

Vendas de Páscoa devem crescer 2,7% em 2026

Queda de preços em itens como azeite, frutas e ovos compensa alta do chocolate e sustenta consumo no período

A combinação entre queda de preços de itens básicos e alta do chocolate deve marcar a Páscoa de 2026 no varejo supermercadista. A expectativa é de crescimento de 2,7% nas vendas da cesta do período, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), da APAS em parceria com a FIPE. O desempenho reflete um cenário mais equilibrado para o consumidor, com recuos relevantes em produtos tradicionais que compensam parte das pressões de custo.

Entre os destaques, o azeite de oliva acumula queda superior a 22% nos últimos 12 meses, enquanto frutas (-11,38%), batata (-13,62%), ovos (-12,24%) e queijo muçarela (-8,05%) também ficaram mais baratos. Esses movimentos ajudam a aliviar o custo da cesta, mesmo diante da alta de cerca de 20% no preço do chocolate, impactado pela valorização do cacau no mercado internacional.

“O aumento do chocolate vem de toda a cadeia produtiva do cacau, afetada por questões climáticas e quebras de safra”, afirma Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS. Apesar disso, a inflação da cesta de Páscoa deve ficar em 4,7% em 2026, a segunda menor dos últimos cinco anos, indicando menor pressão sobre o consumo.

A expectativa de crescimento também está apoiada na melhora do mercado de trabalho e na recuperação da renda real. Ainda assim, fatores como juros elevados e endividamento das famílias seguem limitando um avanço mais expressivo. No recorte da Quaresma, a maior demanda por pescados pressiona os preços, com altas em itens como bacalhau, sardinha e atum, um movimento sazonal já observado em anos anteriores.

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