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APAS SHOW
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Por Redação
8 de janeiro de 2026

Da feira ao festival: a trajetória da APAS SHOW acompanha a evolução do varejo alimentar no Brasil e no mundo

A mudança de formato reflete o amadurecimento do setor supermercadista e a ampliação do papel do evento como hub de negócios e relacionamento

A história da APAS SHOW acompanha, de forma direta, a evolução do varejo supermercadista no Brasil e também pelo mundo. O que começou como uma feira de exposição de produtos e voltada ao relacionamento entre varejo e indústria tornou-se, ao longo dos anos, uma plataforma completa de negócios, conhecimento e conexões, hoje reconhecida como o maior festival supermercadista do mundo.

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Organizado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados), o evento deixou de ser apenas um espaço de compra e venda para assumir o papel de hub estratégico do setor supermercadista, reunindo toda a cadeia de abastecimento em um único ecossistema: do lançamento de produtos às grandes discussões sobre gestão, inovação, sustentabilidade e comportamento do consumidor.

As primeiras edições da feira surgiram em um momento em que o setor supermercadista buscava por estrutura, representatividade e profissionalização. Com o amadurecimento do varejo brasileiro, o evento ganhou escala, relevância e densidade estratégica, acompanhando movimentos como a consolidação de redes varejistas, a evolução logística e a crescente complexidade da gestão.

A mudança de nome para APAS SHOW, na década de 2010, marcou um ponto de virada: o evento passou a incorporar conteúdo qualificado, experiências e uma agenda mais ampla de relacionamento. Nos últimos anos, esse processo se aprofundou até culminar no conceito de Festival APAS SHOW. “A gente passou a chamar de festival porque ele é agregador de várias iniciativas dentro do mesmo ecossistema”, explica Fabiano Benedetti, diretor de Marketing, Vendas e CRM da APAS. “Hoje, o nosso evento reúne feira de negócios, 11 congressos de alta qualificação, conexões comerciais, ações sociais, responsabilidade ambiental e relacionamento. Tudo isso faz parte de uma mesma experiência”, analisa.

Na prática, o modelo de festival organiza e dá clareza a frentes que sempre estiveram presentes, mas agora ganham identidade própria. A feira de negócios segue como pilar central. “Os expositores são as indústrias, e por essa razão, tudo o que envolve o funcionamento de um supermercado precisa estar ali dentro. A pessoa entra sabendo que vai encontrar e a marca que procura”, destaca Benedetti.

Acompanhando a feira, o evento estruturou, ao longo dos anos, uma robusta agenda de conteúdo, hoje composta por 11 congressos com trilhas específicas e alto nível de qualificação, acessíveis a um público amplo. “Enquanto há congressos cobrando R$ 5 mil no mercado, os da APAS não chegam a R$ 1 mil, com muito valor agregado”, afirma o diretor.

Dentro desse conceito, com o passar das edições da APAS SHOW, o congresso principal passou a se chamar “Update-se”, reforçando a proposta de atualização constante. “O visitante entende que está ali para se atualizar, se conectar e fazer negócios, e o festival nos deu essa flexibilidade de comunicação”, explica.

Jornada mais clara para varejo e indústria

O modelo de festival também possibilita redefinir a experiência do visitante, tornando mais clara a jornada dentro do evento. Hoje, varejistas e fornecedores conseguem planejar sua participação de forma estratégica, distribuindo agenda entre feira, conteúdo, networking e inovação. “O visitante pode determinar uma agenda para acompanhar o evento. No primeiro dia vou só para a feira, no segundo vou ao Update-se, no terceiro faço conexões de negócios e no quarto vou explorar inovação e lançamentos”, exemplifica Benedetti. “Antes, tudo acontecia junto; agora, tudo continua integrado, mas com papéis muito claros”.

Esse reposicionamento foi rapidamente absorvido pela indústria, que passou a explorar melhor o potencial do evento, promovendo encontros, jantares e ativações no entorno da APAS SHOW, prática comum em grandes eventos internacionais.

Mais do que um espaço expositivo, o evento passou a atuar de forma ativa na geração de negócios, promovendo rodadas nacionais e internacionais, estimulando reuniões estruturadas e criando iniciativas para fortalecer negociações durante o evento. “Nós incentivamos indústria e o varejo a gerarem negócios concretos, com ações e condições pensadas para aquele momento”, afirma Benedetti.

Esse modelo sustentou um crescimento consistente. Hoje, a APAS SHOW reúne mais de 900 expositores, sendo cerca de 240 internacionais, com participação de 22 países. O público ultrapassa 150 mil visitantes, com média superior a 40 mil pessoas por dia, sendo aproximadamente 90% profissionais qualificados, focados em efetivar negócios.

O conceito de festival também ampliou ainda mais o olhar para o entorno e para a sustentabilidade. A APAS incorporou ações sociais, atividades com a comunidade e uma gestão rigorosa de resíduos. “O evento gera muito resíduo, e a APAS tem um cuidado minucioso com tudo o que entra e sai, garantindo destinação correta. Crescimento também gera responsabilidade”, ressalta.

Ao se transformar, a APAS SHOW passou a refletir ainda com mais fidelidade a complexidade do varejo supermercadista contemporâneo, que exige integração entre negócios, conteúdo, relacionamento, sustentabilidade e impacto social. “A gente evoluiu porque o varejo evoluiu”, resume o gestor. “O festival deixa claro porque cada um está ali e de como aproveitar cada frente. Isso fez toda a diferença”, conclui.

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