Por Redação
25 de maio de 2026Galerias viram estratégia nos supermercados
Carrefour, Atacadão e Sam’s Club ampliam serviços e reforçam desempenho comercial
As galerias comerciais anexas aos supermercados ganharam protagonismo como estratégia de crescimento e diferenciação no varejo alimentar. Mais do que espaços complementares, elas vêm sendo estruturadas como hubs de serviços e conveniência, capazes de ampliar a jornada do consumidor e gerar novas fontes de receita para as redes.
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Em um cenário de transformação do consumo, marcado pela busca por praticidade e experiências integradas, o modelo se consolida como resposta à necessidade de atrair, reter e engajar clientes. Ao combinar varejo alimentar com serviços diversos, os supermercados ampliam o tempo de permanência nas lojas e criam novas oportunidades de compra.
No Carrefour, o avanço das galerias comerciais é tratado como um case estratégico dentro do ecossistema da companhia. “Contamos com grandes âncoras como Carrefour, Atacadão e Sam’s Club, além de integrarmos drogarias, postos de combustível e as galerias comerciais, que criam espaços completos, convenientes e cada vez mais relevantes para os nossos clientes”, explica Fernanda Ferrari, diretora de Gestão Imobiliária do Carrefour Property. Segundo ela, esses espaços evoluíram para além da oferta de produtos e serviços, assumindo papel central na proposta de valor da companhia.
Hoje, o braço imobiliário da rede reúne mais de 270 pontos em seu portfólio, consolidando as galerias como extensões estratégicas das lojas. “As galerias transformam esses espaços em verdadeiros centros de conveniência, que reforçam pilares como praticidade, agilidade e a possibilidade de encontrar uma experiência completa em um só lugar”, afirma a executiva. Esse modelo acompanha a mudança no comportamento do consumidor, cada vez mais orientado por jornadas simplificadas e soluções integradas.
Na prática, o impacto aparece diretamente nos indicadores de desempenho. “As galerias comerciais não funcionam mais apenas como espaços de emergência”, diz Fernanda. Com a diversificação do mix, muitos clientes passam a frequentar as unidades motivados por serviços como academias, alimentação e conveniência, o que contribui para o aumento de fluxo, frequência e ticket médio nas lojas âncoras. A lógica é de complementaridade: ao resolver múltiplas demandas em um único local, o consumidor amplia sua interação com o ponto de venda.
Esse equilíbrio também se reflete na geração de valor para o negócio. “A operação das galerias equilibra receita imobiliária e impacto no varejo alimentar ao transformar esses espaços em polos de conveniência que agregam valor para todo o ecossistema”, destaca a executiva. Além da receita de locação, o modelo impulsiona o tempo de permanência e a recorrência de visitas, ao mesmo tempo em que o mix é cuidadosamente estruturado para complementar — e não competir — com o core alimentar.
A definição desse mix, aliás, é um dos pontos mais estratégicos da operação. Com presença em diferentes regiões do país, a companhia aposta em curadoria baseada em comportamento local e perfil de consumo, adaptando a oferta de serviços conforme a bandeira e o público. Serviços do dia a dia, alimentação, academias e conveniência são priorizados para gerar novos motivos de visita e fortalecer a conexão com o consumidor.
Para os próximos anos, a tendência é de consolidação e evolução do modelo. “O meio físico não irá perder relevância, mas precisará ser um espaço atrativo que proporcione conveniência além das compras”, ressalta Fernanda.