Por Redação
24 de agosto de 2026Machu Picchu Energy mira R$ 8 milhões em 2026 com energético à base de erva-mate
Startup fundada pelo ex-CEO da Ambev chegou ao Brasil neste ano e aposta em bebida zero açúcar para disputar espaço no mercado de energéticos
A Machu Picchu Energy, startup de bebidas funcionais fundada pelo ex-CEO da Ambev Bernardo Paiva, quer transformar uma aposta em ingredientes naturais em negócio no mercado brasileiro de energéticos. Após iniciar a operação no país em janeiro deste ano, a empresa projeta faturar entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões em 2026, primeiro ano completo de atividade no Brasil.
Criada em 2021 nos Estados Unidos, a companhia entrou no mercado brasileiro com uma bebida à base de erva-mate, maca peruana e cafeína de origem natural. A formulação não leva açúcar e tem zero calorias, em uma tentativa de se diferenciar dos energéticos tradicionais e alcançar consumidores mais atentos à composição dos produtos.
A bebida contém 120 mg de cafeína por lata de 350 ml, proveniente de extrato de erva-mate e grãos de café verde. A maca peruana completa a formulação. A empresa também optou por não utilizar taurina sintética e adoçantes artificiais, reforçando o posicionamento de “better energy”.
A proposta comercial é disputar um mercado já ocupado por grandes fabricantes, mas explorando uma demanda por produtos com ingredientes de origem natural. Segundo Bernardo Paiva, a ideia surgiu a partir do desejo de continuar atuando no setor de bebidas, mas com uma proposta diferente da que marcou sua trajetória na Ambev.
A linha chega em três sabores: Ocean Citrus, Alpine Mint e Wild Berry, todos em latas de 350 ml. A marca também associa o produto a uma proposta de energia gradual, em vez do pico de estímulo seguido pela queda de disposição que costuma ser associada pelo consumidor aos energéticos.
Expansão começa por São Paulo e Rio
A estratégia inicial da empresa no Brasil é concentrar a distribuição em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A próxima etapa prevista pela companhia é avançar para Minas Gerais e para o Sul do país. A escolha dessas regiões considera também a familiaridade do consumidor com a erva-mate, especialmente nos estados do Sul. Em um segundo momento, a empresa avalia levar a marca para outros mercados da América Latina, incluindo a Argentina.