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Varejo
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Por Redação
23 de setembro de 2026

SV TÁ ON: recuperação judicial ganha atenção no varejo alimentar

Em novo episódio do SV TÁ ON, as advogadas Adriana Pinto e Grasiele Silva, do Benício Advogados, explicaram como funciona a recuperação judicial e quais cuidados devem ser considerados pelo setor supermercadista

O aumento dos pedidos de recuperação judicial tem ampliado a atenção de empresas e credores sobre os impactos do processo nas relações comerciais. Em novo episódio do SV TÁ ON, as advogadas Adriana Pinto e Grasiele Silva, do Benício Advogados, explicaram como funciona a recuperação judicial e quais cuidados devem ser considerados pelo setor supermercadista.

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Segundo as especialistas, a recuperação judicial não significa necessariamente que uma empresa quebrou. O mecanismo busca permitir a reorganização de negócios que enfrentam dificuldades financeiras, mas ainda apresentam viabilidade econômica. Entre os fatores que podem agravar esse cenário estão o alto custo do crédito, juros elevados e dificuldades de fluxo de caixa.

Para os supermercados, um dos principais pontos de atenção está na relação com fornecedores em recuperação judicial. O pedido não interrompe automaticamente as atividades da empresa nem impede a continuidade das compras. Os créditos existentes antes do pedido passam a ser tratados no processo, enquanto as operações posteriores seguem outra dinâmica.

Nesse contexto, as advogadas destacam a importância de avaliar individualmente cada fornecedor, considerando seu histórico, a situação financeira, o plano de recuperação e a capacidade de manter o abastecimento. A legislação também prevê condições específicas para o chamado “credor parceiro”, o que pode estimular a continuidade das relações comerciais.

Outro ponto de atenção é a questão tributária. Embora os débitos fiscais tenham tratamento específico e não integrem a recuperação judicial da mesma forma que determinados créditos privados, a regularização é fundamental para o andamento do processo. Empresas podem buscar parcelamentos e transações para reorganizar o passivo tributário.

Para as especialistas, a viabilidade econômica é a principal premissa da recuperação judicial. O processo pode oferecer instrumentos para reorganizar dívidas e preservar a operação, mas exige planejamento financeiro, análise dos credores e capacidade de cumprimento do plano aprovado.

Confira o episódio na íntegra:


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