Por Redação
1 de outubro de 2026Cade aprova compra de 12% do Assaí por investidores do Grupo Muffato
Autoridade tratou caso como fusão, ao notar que concorrente no mesmo setor se tornará maior acionista do Grupo Sendas
A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra de 12% do capital social do Grupo Sendas, controlador do Assaí Atacadista, pelos acionistas do Grupo Muffato, Ederson e Everton Muffato e Rosa Reni Muffato.
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O Cade tratou a operação como uma fusão considerando que um concorrente do mesmo setor se tornará o maior acionista do Grupo Sendas.
A autarquia considerou que o negócio deve gerar um efeito de sobreposição horizontal - quando empresas que atuam no mesmo setor e no mesmo nível da cadeia produtiva se unem - em diversos municípios nos quais ambas as marcas estão presentes, como Curitiba, São Paulo e Osasco, dentre outros dos estados do Paraná e São Paulo.
Dono das marcas Super Muffato e Max Atacadista, o grupo dos compradores atua também no setor varejista, mais especificamente com supermercados e atacarejos. O Grupo Muffato também investe em setores como comercialização de combustíveis, imobiliário, logística e financeiro.
A compra dos ativos ocorreu por parte dos sócios, em operação conjunta de fundos de investimento. Os irmãos Muffato afirmaram ao Cade que não possuem intenção de mexer com a rotina do Assaí, que deve operar de forma independente ao grupo do qual são sócios. O estatuto social do Grupo Sendas ainda apresenta mecanismos que barram os investidores de exercer controle sobre sua operação. Desse modo, Ederson e Everton terão poderes políticos limitados na operação do Assaí, preservando a independência entre as partes.
Conforme os Muffato demonstraram à autarquia, a operação se trata de investimento financeiro no Grupo Sendas, de forma que o Grupo Muffato e o dono do Assaí vão operar de forma "totalmente independente, sem troca de informações sensíveis, com poderes políticos limitados e sem qualquer impacto concorrencial".