Notícia 15:21 - 11 de julho de 2019

A exportação de carnes brasileiras apresentou grande avanço este ano. Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de carne de frango exportado cresceu 64%, chegando a 386,2 mil toneladas. A receita também apresentou alta de 76,6%, com saldo total de US$ 639,6 milhões, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O principal fator atribuído a este resultado é o aumento de importações da China - 22,6% entre janeiro e junho deste ano - devido ao surto de peste suína que atinge o país oriental. A União Europeia também aumentou suas compras em 21%, chegando a 129,9 mil toneladas no primeiro semestre. Já os Emirados Árabes Unidos elevaram as compras em 35,7%.

Além da intensificação significativa de importações chinesas, houve crescimento nas compras de quase todos os grandes importadores, o que gerou uma corrente positiva de exportações para o Brasil, segundo o presidente da ABPA, Francisco Turra. “O contexto internacional de alta demanda por proteína é sentido nos mais diversos mercados”, avalia.

“Os mercados árabes vêm mantendo um bom fluxo de importação de produtos, com sólido crescimento nas vendas para os Emirados Árabes Unidos”, destaca o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

Carne suína em alta

A carne suína também registrou bons resultados no mês de junho. As exportações do produto chegaram a 63,6 mil toneladas, crescimento de 81% em relação ao mesmo período de 2018. Já a receita aumentou 111,9%, gerando US$137,7 milhões para a economia brasileira.

Este lucro está associado à elevação dos preços médios das exportações, tanto na comparação com o mesmo período do ano passado, quanto em relação ao mês de maio. “O mercado internacional aumentou a demanda por produtos, o que tem pressionado os preços médios da carne suína”, explica Turra.

A China representa 26,7% da destinação do produto e incrementou suas compras em 30,7% no período, com total de 91,2 mil toneladas no primeiro semestre. No mesmo período, a Rússia importou 26,1 mil toneladas (7,6% do total), enquanto que, em 2018, as exportações estavam suspensas para esse mercado. Na América do Sul, Uruguai e Chile receberam 21,2 mil toneladas (17%) e 21 mil toneladas (45%), respectivamente.


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