Notícia 12:27 - 14 de fevereiro de 2020

A taxa média de desemprego recuou de 12,3%, em 2018, para 11,9%, no ano passado – acompanhando a média nacional – em 16 estados do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Mesmo com a queda, a taxa de informalidade registrou o maior nível desde 2016, tanto no Brasil, com 41,1%, quanto em 20 estados. Segundo o portal UOL, a termo faz referência à soma dos trabalhadores da iniciativa privada e domésticos sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ, trabalhadores autônomos – também sem CNPJ – e trabalhadores familiares auxiliares.

Ainda segundo o estudo, em 2019, foram registrados 93,4 milhões de trabalhadores no país, o que configurou um aumento de 2%, em um total de 23 estados.

De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, a há uma relação entre o aumento da população empregada no Brasil e o aumento da informalidade. Ela afirma que apesar da queda no desemprego, em alguns estados, pôde-se observar que a taxa de informalidade supera o acréscimo da população ocupada.

“No Brasil, do acréscimo de 1,819 milhão de pessoas ocupadas, um milhão é de pessoas na condição de trabalhador informal. Em praticamente todo o país, quem tem sustentado o crescimento da ocupação é a informalidade”, comenta ela.

Cerca de 18 estados tiveram taxa média de informalidade maior que a nacional, variando de 41,2%, em Goiás, até 62,4% no Pará, conforme informado pelo IBGE. Em 11 de todos estes estados, a taxa de informalidade ultrapassou 50%. Porém, Distrito Federal e Santa Catarina foram os únicos que registraram as taxas abaixo de 30%, sendo 29,6% e 27,3%, respectivamente.

Já em questão de desemprego, as maiores taxas foram no Amapá, com 17,4% e na Bahia, com 17,2%. Em contrapartida, as menores foram em Santa Catarina (6,1%) e nos estados de Rondônia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, todos com 8% na média anual.

Subutilização caiu

No ano passado, a taxa média anual ficou em 24,2%, abaixo do resultado de 2018, com 24,3%. Entre os estados, as maiores taxas médias anuais foram registradas nos seguintes lugares:

  • Piauí (42%);
  • Maranhão (40,5%).

E as menores em:

  • Santa Catarina (10,9%);
  • Mato Grosso (15%);
  • Rio Grande do Sul (15,6%)

A subutilização leva em conta pessoas desocupadas - não trabalham, mas procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa), pessoas que gostariam de estar trabalhando mais horas por dia, pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, ou procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar no momento da pesquisa.

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