Notícia 17:30 - 07 de novembro de 2019

Os supermercados do Rio Grande do Sul deverão obter crescimento de 9,5% nas vendas de Natal e Ano Novo, em comparação com o ano passado, de acordo com estudo encomendado pela Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) ao Instituto Segmento Pesquisas. Além do otimismo quanto ao consumo, o levantamento revela que os preços de itens típicos das festas de fim de ano estão em média 8,5% superiores do que os de 2018, e que 90% dos supermercados farão promoções especiais ao longo de dezembro.

Segundo o presidente da AGAS, Antônio Longo, a ocorrência das festas em dias de semana – ambos os feriados de Natal e Ano Novo caem em uma quarta-feira este ano -, será um fator decisivo para o aumento no volume de vendas. “O calendário possibilitará que o consumidor fracione suas compras, visitando o ponto de venda mais vezes. Haverá a compra do final de semana e uma nova visita às lojas na véspera do Natal e do Ano-Novo”, prevê.

Outro ponto positivo é a decisão do Governo do estado de aceitar o parcelamento do IPVA. “Tradicionalmente, os supermercados absorvem cerca de 20% do 13º salário dos consumidores, e a necessidade de pagamento do imposto à vista retiraria poder de compra dos gaúchos nesta reta final do ano”, observa Longo.

Assim, a estimativa da Associação é que os caixas dos supermercados deverão receber aproximadamente R$ 2,8 bilhões provenientes do 13º salário dos clientes, sobretudo em compras de itens típicos para as festas, como aves natalinas, bombons, espumantes, lentilha, bebidas e presentes.

Presentes irão puxar as vendas

Para os supermercadistas ouvidos, os produtos com maior expectativa de crescimento são, pela ordem, os presentes pra família (+13,5%), os vinhos (+13%), itens de bazar (+11,7%) e pescados (+11,2%), além de refrigerantes e cervejas (ambos com previsão de +9,9% nas vendas). Por outro lado, os produtos cujas expectativas de vendas dos empresários estão mais baixas são os destilados (+3%), os brinquedos (+7%) e as especiarias (+8,1%).

Dentro da categoria de presentes, que irá puxar vendas, os itens mais procurados serão:

  1. Bombons (19,5%)
  2. Brinquedos (14,6%)
  3. Chocolates (12,2%)
  4. Roupas (9,8%)
  5. Bebidas (7,3%)

Segundo o presidente da Agas, o setor comercializará seis milhões de caixas de bombons nestas festas. “É o tradicional presente de última hora, e cerca de dois milhões de caixas serão vendidas na semana antecedente ao Natal”, destaca Longo.

Compras de última hora

 Cada vez mais atentos a promoções e oportunidades, os consumidores demonstraram, na pesquisa do Instituto Segmento, que concentrarão na última semana as compras para as festas. Ao todo, 69% dos gaúchos entrevistados deixarão as compras de Natal e Ano-Novo para a última hora, enquanto que em 2018 este percentual era de 55,5%.

“O ideal é que o consumidor visite o ponto de venda diversas vezes, buscando promoções e oportunidades, e deixe para a última hora somente o que faltar para as comemorações. A compra antecipada garante maior tranquilidade ao consumidor, evitando filas e a falta do produto desejado”, sugere Longo.

Com relação às formas de pagamento, o comportamento em 2019 será similar ao do ano passado: 51,5% vão pagar à vista (51% em 2018); e 48,5% a prazo (49% no ano passado).

Menos pessoas serão presenteadas

Por outro lado, ao contrário do ano passado, quando os consumidores mostravam a intenção de presentear em média 6 pessoas no Natal, em 2019 a média de entes agraciados por consumidor é de 4,5 pessoas. O valor médio por presente será de R$ 108,00, segundo a pesquisa.

Entre os consumidores ouvidos, 16% informaram que vão adquirir presentes em supermercados neste Natal. Por outro lado, 96,5% dos entrevistados vão adquirir produtos alimentícios para a ceia em supermercados.

Os produtos indispensáveis nas festas

Questionados pelo Instituto Segmento sobre quais produtos não podem faltar nas datas festivas, os consumidores gaúchos apontaram seus itens mais lembrados como indispensáveis:

Natal                                   Ano Novo

Peru (32,5%)                       Churrasco (26,5%)

Chester (32%)                     Lentilha (25,5%)

Churrasco (7%)                   Espumante (15,5%)

Itens típicos

  • Espumantes – Segundo o Instituto Segmento Pesquisas, o espumante terá crescimento de 8,8% nas vendas, com a comercialização de 5 milhões de garrafas – 95% delas produzidas na Serra Gaúcha.
  • Panetones – Com sua exposição e venda antecipada – alguns supermercados iniciaram a comercialização em setembro –, os panetones deverão registrar um crescimento de 8,3% neste Natal, com pelo menos 4 milhões de unidades vendidas. “É um produto para todos os bolsos, cujo preço varia de R$ 5 a R$ 100, dependendo da proposta e da embalagem”, destaca Longo.
  • Aves natalinas – As aves natalinas (peru, chester, bruster, tender e frangão) chegam às gôndolas em 2019 com diversas opções de marcas, temperos e preços. Na avaliação de Longo, os gaúchos deverão novamente privilegiar as aves mais acessíveis e de preparo rápido. Ao todo, 880 mil aves (2,5 mil toneladas) serão comercializadas pelo setor – com um crescimento de 8,2% nas vendas.

Otimismo gera empregos

Neste ano, 45% dos varejistas ouvidos apontaram que irão aumentar o número de funcionários durante as festas – no ano passado, apenas 20% dos supermercadistas informaram que contratariam temporários. No RS, serão abertas 3,3 mil vagas temporárias de trabalho em supermercados para o período de Natal, Ano-Novo e veraneio (alta temporada no Litoral).

Além disso, 25% dos empresários entrevistados pelo Instituto Segmento Pesquisas apontaram que irão reformar, ampliar ou inaugurar lojas em 2020.

Metodologia

Para obter esses resultados, a pesquisa ouviu 200 consumidores maiores de 16 anos, de ambos os sexos e diversas faixas de renda para conhecer as projeções de gastos e expectativas de compras para o período. Do ponto de vista dos negócios, foram entrevistados 20 empresários do ramo supermercadista de todo o estado.

Veja também:

Itens da ceia de Natal devem crescer neste ano

Fim de ano tem alta de contratações temporárias

Supermercados mineiros vão gerar 3,5 mil vagas no Natal


Veja também