Notícia 14:24 - 11 de fevereiro de 2020

Apesar do assunto estar cada vez mais em alta, os consumidores ainda têm dificuldade em identificar sustentabilidade nas marcas, mesmo que estas estejam atentando-se em como os produtos são produzidos e embalados, baseando-se nas escolhas dos shoppers.

No estudo "Who Cares, Who Does", a Kantar - líder global em dados, insights e consultoria - concluiu que apesar de se preocupar com o assunto, quase metade das pessoas no mundo (48%) acreditam que a responsabilidade de limitar o desperdício de plástico é dos fabricantes, enquanto no Brasil esse número chega a 53%.

Ainda de acordo com os brasileiros, 21% acreditam ser responsabilidade do governo limitar esse material, 15% apontam os próprios consumidores como responsáveis e 8% o atribuem ao varejo. 

Na percepção do consumidor, 87% das marcas e 91% dos varejistas não estão trabalhando de forma satisfatória para reduzir o impacto do material plástico no meio ambiente. Por isso, os consumidores têm dificuldade em relacionar marcas aos cuidados ambientais e apenas 13% dos brasileiros conseguem citar uma marca que seja referência positiva em relação à sustentabilidade. Entre os varejistas, o índice é ainda menor: 9%.

Numa visão global, a maioria dos consumidores sugeriram o uso de embalagens alternativas ao plástico, 44%, embalagens 100% reutilizáveis, também 44%, e redução da quantidade de plástico nas embalagens, 42%.

Além disso, 79% acreditam na redução ou eliminação do plástico para embalar produtos frescos e 62% gostariam de ver mais pacotes totalmente recicláveis ou biodegradáveis nos pontos de venda.

Seguindo a mesma linha de preocupações e do posicionamento em relação às marcas, a América Latina e a Ásia são as regiões em que individualmente as pessoas menos trabalham por mudanças ambientais. “Esta lacuna entre o comportamento de compra dos consumidores, seus desejos por mudanças e suas ações foi identificada no estudo como green gap”, explica a diretora de Expert Solutions da Kantar, Manuela Bastian.

O estudo também dividiu os consumidores em quatro categorias:

  • Eco Actives;
  • Eco Believers;
  • Eco Considerers;
  • Eco Dismissers.

Os Actives inserem na sua rotina cuidados para reduzir o uso do plástico. Já os Believers reconhecem a importância do assunto e tomam pequenas ações. Considerers consideram a má utilização do plástico como um hot topic, mas não possuem senso de urgência em torno desse assunto e os Dismissers não acreditam que o plástico seja um problema grave e possuem pouco ou nenhum interesse nos desafios ambientais.

No Brasil, apenas 6% são considerados Eco Actives e 4% Eco Believers, enquanto 18% são Eco Considerers e 72% Eco Dismissers. Globalmente, estes números são, respectivamente, de 16%, 14%, 22% e 49%.

De forma geral, mudança climática, desperdício de plástico e poluição das águas são as principais preocupações dos consumidores no mundo todo. Na América Latina, o top 3 é diferente e passa pela preocupação com poluição, falta e desperdício de água.

Além disso, na região, 68% estão apreensivos com a presença de plástico nas águas, 64% com o risco que ele causa aos animais marinhos, 61% à poluição do ar e 59% à destruição da natureza.

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