Notícia 14:30 - 17 de junho de 2019

Os analistas de instituições financeiras reduziram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto para 2019 pela 16ª semana consecutiva, atingindo o primeiro valor abaixo do marco de 1% neste ano: 0,93%. Os dados são do relatório “Focus”, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (17/06).

Essa tendência de queda na expectativa do mercado teve início a partir da divulgação do resultado do PIB de 2018 – quando a economia avançou 1,1%, indicando recuperação lenta - e foi acentuada após a divulgação do resultado do primeiro trimestre deste ano, que apresentou contração de 0,2% em relação ao quarto trimestre de 2018, com ajuste sazonal.

No final de março, o BC estimou crescimento de 2% para a economia nacional e, recentemente, o Ministério da Economia baixou a previsão de 2,2% para 1,6% neste ano. O mercado ainda diminuiu, pela segunda queda seguida, a projeção para 2020, de 2,23% para 2,2%. Já para 2021 e 2022, a previsão continua em 2,5%.

Queda na inflação

Os economistas reduziram a expectativa de inflação de 3,89% para 3,84%. A meta oficial, fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25% - com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, variando de 2,75% a 5,75%.

Conforme divulgado pela SuperVarejo nesta nota, a inflação atingiu mínima histórica para o mês de maio, com índice de 0,13%.

Corte nos juros

De acordo com informações do G1, os analistas começaram a apostar na redução da taxa básica de juros (Selic) ainda para este ano. Quando as estimativas da inflação estão dentro da meta, o Banco Central reduz os juros; quando estão acima, a taxa de juros é elevada. Na semana passada, a expectativa para a taxa Selic – fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) – caiu do patamar estável de 6,5%, menor nível da história onde se encontra desde março de 2018, para 5,75% ao ano ao final de 2019.

Outras estimativas

O relatório Focus ainda recolheu a estimativa de economistas para outras métricas, como:

Dólar – A projeção para a taxa de câmbio ao final de 2019 manteve-se estável, em R$3,80. Para 2020, o valor esperado é o mesmo.

Balança Comercial – Os especialistas esperam resultado positivo na balança comercial brasileira este ano – diferença entre exportações e importações - aumentando a previsão de US$ 50,14 bilhões para US$ 50,50 bilhões. Para 2020 a projeção também cresceu, de US$ 45,5 bilhões para US$ 46 bilhões.

Investimento estrangeiro – A previsão de entrada de capital estrangeiro no Brasil também apresentou avanço: de US$ 83,60 bilhões para US$ 84,30 bilhões. Para 2020, a estimativa permaneceu em US$ 84,36 bilhões.


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