Notícia 16:06 - 08 de novembro de 2019

Mais de um terço da população brasileira (39%) busca unir alimentação saudável com hábitos ambientalmente responsáveis, segundo estudo Tetra Pak Index elaborado pela Ipsos. A mudança de hábito é motivada, principalmente, pelas questões relacionadas à preservação ambiental, com 67% dos brasileiros reconhecendo a relevância da situação e 52% admitindo que problemas ambientais tenham impactado sua saúde.

Para a diretora global de informação de negócios da Tetra Pak, Gisele Gurgel, a indústria de alimentos e bebidas é a primeira a sentir os efeitos dessa tendência, com novas dietas e escolhas de compra. “Para as marcas, isso se traduz em oportunidades para comunicar ambos os aspectos conjuntamente e para estabelecer vínculos poderosos e com real propósito junto ao consumidor”, explica.

Segundo a pesquisa, a transformação resulta na busca por produtos e marcas que reflitam um posicionamento ético em relação ao meio ambiente e na preferência por embalagens sustentáveis. Atualmente, alguns dos aspectos mais valorizados pelos brasileiros são: presença de ingredientes naturais no alimento ou bebida (importante para 54%); possibilidade de direcionar a embalagem para reciclagem (40%) ou reutilizá-la (37%); presença de ingredientes de origem orgânica no produto (36%); ausência de aditivos (36%).

Em reflexo às transformações em curso, alguns produtos são percebidos pelos consumidores como opções que integram aspectos saudáveis e sustentáveis, portanto, tendo melhor avaliação. Neste grupo estão as bebidas à base de fruta, bebidas vegetais, com alto valor agregado, águas de coco e chás.

Nesse sentido, o CEO da Ipsos no Brasil, Marcos Calliari, afirma que o levantamento é o único a combinar saúde e meio ambiente e a segmentar os consumidores de acordo com o nível de convergência que eles enxergam entre ambas as áreas. “Em termos práticos, isso implica em diferentes abordagens de comunicação de acordo com o perfil de cada grupo de consumo identificado”, revela.

Quem são os consumidores e onde acontece a intersecção entre saúde e meio ambiente

Quase três em cada cinco consumidores acredita que a saúde e bem-estar estão relacionados com os problemas ambientais. Para apoiar as marcas nesta jornada de entendimento do seu público-alvo, o estudo Tetra Pak Index identificou seis novos perfis de consumidores e suas atitudes com relação à saúde e meio ambiente. Cada grupo apresenta oportunidades claras para os fabricantes de alimentos e bebidas:

  • Embaixadores ativos: altamente engajados com todos os aspectos relacionados a saúde e meio ambiente e dispostos a tomar ações, ultrapassar barreiras e influenciar outras pessoas (são 12% dos consumidores brasileiros).
  • Amigos do planeta: desejam tomar atitudes ambientalmente responsáveis e são altamente engajados com questões relacionadas à saúde, apesar de menos inclinados a ultrapassar barreiras (são 20% dos consumidores brasileiros).
  • Conscientes sobre saúde: estão cientes e se engajam com questões ambientais, mas têm a saúde como maior prioridade.  Estão dispostos a pagar mais e abrir mão da conveniência para terem acesso a produtos com apelo saudável (são 7% dos consumidores brasileiros).
  • Seguidores: têm compreensão sobre problemas ambientais e de saúde e podem se culpar por ambos, mas não estão inclinados a mudar o seu comportamento ou tentar coisas novas (são 28% dos consumidores brasileiros).
  • Retardatários: têm pouco conhecimento ou interesse por questões relacionadas à saúde e meio ambiente. Também são céticos em relação à tecnologia e mudanças (são 20% dos consumidores brasileiros).
  • Céticos: estão cientes sobre problemas ambientais, mas tendem a negá-los por categorizá-los como fake news. Mantêm uma visão tradicional e dissociada a respeito de saúde e meio ambiente (são 13% dos consumidores brasileiros).

Metodologia

Para compor a pesquisa foram realizadas, ao todo. mais de mil entrevistas online ao longo do mês de maio de 2019 em cada um dos mercados pesquisados (Brasil, China, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido e EUA). A margem de erro para o Brasil é de 3,1 pontos percentuais.

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