Notícia 15:13 - 10 de julho de 2019

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do Brasil – fechou o mês de junho com alta de 0,01%, ante recuo de 0,15% no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10/07). Esta marca a menor variação mensal desde novembro de 2018, quando registrou-se queda de 0,21%, e também a menor para o mês de junho desde 2017 (-0,23%).

Os setores que mais contribuíram para o resultado foram os de “Alimentação e bebidas” e “Transportes”, que apresentaram deflação de 0,25% e 0,31%, respectivamente. Nos transportes, a queda foi causada pelo recuo dos preços dos combustíveis, em especial da gasolina, que diminuiu 2,04%. Entre os alimentos, as frutas e o feijão carioca apresentaram maior declínio dos preços.

Por outro lado, o setor de “Saúde e cuidados pessoais” teve o maior aumento de preços, com crescimento de 0,64%, puxado pelos perfumes (2,19%), produtos para pele (2,70%) e maquiagem (4,57%). Segundo o gerente de Sistema Nacional de índice de Preços (SNIPC) do IBGE, Fernando Gonçalves, sem a alta desse setor, o IPCA teria ficado em -0,08%, com deflação geral.

Porém, com o resultado de fato, o índice acumula alta de 2,23% no primeiro semestre deste ano e de 3,37% nos últimos 12 meses. Valor significativamente inferior à meta de 4,25% definida pelo governo para 2019, o que deve aumentar as apostas de cortes na taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 6,5% ao ano.


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