Notícia 13:45 - 17 de junho de 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que mede a inflação no Brasil -, atingiu 0,13% em maio, valor que representa certa desaceleração em relação a abril (0,57%) e o menor resultado para o mês desde 2006 (0,1%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (07/06).

Os quatro primeiro meses de 2019, no entanto, apresentaram inflação acumulada de 2,2%, ou a maior taxa para o período desde 2016, quando foram registrados 4,05%. No acumulado de 12 meses, o índice recuou para 4,66% na comparação com o período anterior de 4,94%, enquadrando-se no limite da meta do governo de manter a inflação em 4,25% - com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos (ou seja entre 2,75% e 5,75%).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, quatro registraram deflação em maio. A principal contribuição para a desaceleração do índice geral veio de Alimentos e Bebidas, sendo responsável pela redução de 0,14 pontos percentuais. Para o analista de índice de preços do IBGE, Pedro Kislanov, os preços dos alimentos com grande peso na cesta básica caíram devido ao aumento da oferta com a colheita do tomate, das frutas e da segunda safra de feijão.

Porém, os itens que mais pressionaram a inflação no mês foram gasolina (2,60%), com impacto individual de 0,11 p.p. no IPCA de maio, e energia elétrica (2,18%). No acumulado no ano, a gasolina acumula alta de 4,44% e a energia elétrica avanço de 3,37%, ambos os itens acima do índice geral (2,22%).

Inflação x Juros

Para controlar a inflação, o Banco Central pode alterar a taxa básica de juros (Selic), estacionada há mais de um ano na mínima histórica de 6,5%. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.


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