Notícia 16:13 - 03 de setembro de 2020

Se por um lado a pandemia tem gerado crises em diferentes setores da economia, pelo outro, ela tem sido encarada como uma oportunidade de ampliar e estabelecer novos negócios.

Neste aspecto, um dos segmentos que tem atraído um volume de investimentos cada vez mais alto no País é o das startups. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o Brasil terminou 2019 com 12.655 empresas nesta categoria, representando 26,5% a mais do que em 2018. Para que se tenha uma ideia do crescimento, na comparação com 2015, os resultados são ainda melhores, já que naquele ano eram 4.151 startups. Sendo assim, o número de startups no Brasil simplesmente triplicou nos últimos cinco anos.

Por isso, não é por acaso que grandes varejistas como, por exemplo, o Magazine Luiza, têm procurado investir em startups cada vez mais (confira mais detalhes aqui), nos últimos meses.  

Outra pesquisa realizada pela consultoria americana McKinsey & Company reforça inclusive que as startups brasileiras estão demorando cada vez menos tempo para se tornarem bilionárias. A primeira neste aspecto no País foi a PagSeguro, criada em 2016, e que levou 12 anos para atingir o valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares, enquanto A Loft, por sua vez, levou apenas oito meses para atingir o mesmo número.

Pelo visto, o que não faltam são fundos de investimentos de olho no crescimento deste setor. O exemplo mais recente foi o aporte de 300 milhões de dólares que o banco digital Nubank recebeu dos fundos de investimento Sequoia Capital, Kaszek Ventures e Ribbit Capital.

Ou seja, cresce também o valor aportado pelos investidores-anjo (realizado no começo da operação de uma startup) e no Brasil ele mais que dobrou na última década, passando de R$ 450 milhões para um pouco mais de R$ 1 bilhão, no final de 2019. Para este ano, a projeção é de que haja uma queda de no máximo 10% no valor total, por conta da pandemia, que anda fazendo com que os investidores fiquem mais cautelosos.

De qualquer forma, entre os modelos de startups, o levantamento realizado pela empresa On The Go com a Poli Angels, feito com 104 investidores de startups, revelou que as preferidas pelos investidores-anjo foram as fintechs e as do setor financeiro, que englobam desde os bancos digitais até os serviços de meio de pagamento. Em segundo lugar são as startups com operações ligadas ao agronegócio e em terceiro, o varejo e a logística.

É claro que quanto maior o número de investidores, maior será o número de startups no País, mas isso pode não acontecer na mesma proporção, já que as startups que possuem os seus negócios mais consolidados tendem a disparar na frente. De toda forma, certamente esse cenário pode trazer ótimas opções de parcerias e ampliações do ecossistema para os varejistas.

Fontes: OASISLAB, ecossistema de inovação especializado em varejo; com imagem de capa do iStock.

 


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