Notícia 12:58 - 26 de maio de 2020

Considerada uma das maiores plataformas digitais do varejo brasileiro, o Magazine Luiza (B3:MGLU3) divulgou recentemente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os seus resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2020.

Apesar do impacto do combate à pandemia de Covid-19, que levou ao fechamento de todas as lojas físicas da companhia, desde 20 de março, o Magalu voltou a registrar um crescimento acelerado, principalmente nos meses de abril e maio.

Neste primeiro trimestre, as vendas totais do Magalu atingiram 7,7 bilhões de reais, representando uma expansão de 34% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o e-commerce da empresa - composto pelo site, superapp, marketplace e as operações de Netshoes, Zattini, Época Cosméticos e Estante Virtual -, conquistou o maior crescimento do varejo: 73%. Com isso, as vendas digitais passaram a representar 53% do faturamento total do Magalu.

Se não fosse o fechamento total das lojas físicas, as vendas destas operações teriam um crescimento de 8% e poderiam bater a margem do R$ 500 milhões, conforme as projeções.

O Ebitda Ajustado (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações) foi de R$ 273,9 milhões, com margem de 5,2%. Ou seja, mesmo com os investimentos para garantir o crescimento exponencial, melhorar os indicadores de qualidade de atendimento e combater os efeitos da pandemia, o Magalu fechou o primeiro trimestre do ano, com um caixa de R$ 4,6 bilhões - 155% superior na comparação anual. Além disso, a companhia concluiu, no início de abril, uma emissão de debêntures de R$ 800 milhões, elevando sua posição de caixa total para R$ 5,4 bilhões.


Vendas dispararam em maio

Nos primeiros 20 dias de maio, as vendas totais do Magalu cresceram 46%, em relação ao mesmo período de 2019. Os números passaram pela verificação dos auditores da KPMG e o resultado se deve principalmente ao desempenho recorde do e-commerce, de 203%.

A operação digital de estoque próprio (1P) avançou 194% nesse período, com destaque para as vendas de produtos da categoria mercado - itens de higiene pessoal, limpeza, bebidas, entre outros -, que se tornou uma prioridade da companhia, desde o início da pandemia, com produtos entregues em até 48 horas e frete grátis.

Já o marketplace (3P) - formado por 26.000 sellers, que já oferecem 16 milhões de itens - cresceu 229%, nos primeiros 20 dias de maio. "Isso é reflexo de nossa estratégia de transformar o Magalu em um plano no universo do e-commerce", explica Frederico Trajano, CEO da companhia, acrescentando as ações que os levaram a esses resultados: "primeiro, tínhamos uma operação de e-commerce lucrativa e, depois, nos posicionamos como uma empresa digital. O Magalu rapidamente vem se transformando num ecossistema digital, algo muito mais amplo e com enorme potencial. Queremos ser o sistema operacional do varejo brasileiro", defende.

Parceiro Magalu

Em março, com a evolução da Covid-19, a companhia também lançou, em tempo recorde, o programa Parceiro Magalu. O objetivo, com foco na inclusão digital, é abrir a plataforma para micro e pequenos empresários de todo o País que, com o isolamento social, ficaram repentinamente sem clientes e renda.

Ao se juntarem ao marketplace, esses empreendedores voltam a ter acesso ao mercado e podem usar as ferramentas digitais desenvolvidas pelo Luizalabs para o Magalu. Já são 20.000 novos parceiros inscritos e no acumulado do primeiro trimestre, o marketplace Magalu atingiu 1,2 bilhão de reais em GMV - um crescimento de quase 185%. Com isso, o marketplace passou a representar cerca de 30% do e-commerce total.

As 1.157 lojas físicas, transformadas em mini-centros de distribuição, continuaram sendo cruciais, ainda que com as portas temporariamente fechadas. As reservar 30% do espaço dos pontos físicos a estoques, o Magalu acelerou a implantação do "ship from store" - central para suportar o crescimento das vendas online. Hoje, mais de 600 lojas entregam diretamente ao consumidor.

 

 

 


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