Notícia 17:58 - 18 de junho de 2019

A China deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior mercado de varejo alimentício do mundo em valor, atingindo a dimensão de US$1,8 bilhão, de acordo com o último estudo publicado pela IGD Ásia.

O mercado chinês cresce a uma taxa de 5,5% ao ano, ficando atrás de outros mercados asiáticos, como o indiano, vietnamita, indonésio e filipino. Segundo o responsável pela região da Ásia-Pacífico, Nick Miles, menos da metade das vendas de alimentos na China corresponde ao comércio tradicional, que fica majoritariamente a cargo do e-commerce e conveniências. “À medida que o mercado cresça, o comércio tradicional também o continuará a fazer, mas a um ritmo muito mais lento nos próximos cinco anos (0,8%), em comparação com a taxa de crescimento da distribuição moderna (8,5%)”, afirma.

E é justamente no comércio moderno que a IGD espera crescimento, em grande parte, pela expansão das lojas e os bons resultados de canais online e conveniências. Para Miles, a conveniência será o canal de lojas físicas de maior crescimento, impulsionado pelo Alibaba e JD.com. “As lojas tradicionais irão transformar-se, os varejistas abrirão estabelecimentos de menor dimensão e os operadores locais e estrangeiros irão expandir as suas redes através de alianças”, prevê o executivo.

De acordo com informações do portal Grande Consumo, o e-commerce deve contribuir com 11% das vendas até 2023, os hipermercados reduzirão sua participação, indo de 22% em 2018 para 18% em quatro anos. Já a taxa referente aos supermercados deve permanecer estável, em 20%.

A pesquisa também faz uma análise das empresas alimentícias no país e como será sua reação às mudanças de mercado, concluindo que estes devem crescer a um ritmo variável nesses quatro anos. Gigantes do e-commerce, como o Alibaba e a JD registrarão crescimento considerável online e offline, tornando-se, respectivamente, o terceiro e o segundo maiores varejistas de alimentos da China.

Por um lado, empresas internacionais, como a Sun Art, Yonghui, Walmart, CRV e Carrefour irão se beneficiar do cenário, com alianças estratégicas e investimentos em pequenos formatos; por outro, operadores regionais, como a NGS e a Wumart, continuarão focados em rentabilidade.


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