Notícia 15:15 - 04 de novembro de 2020

A nova edição da Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada em parceria com a consultoria EY e a ABRAS, revelou que durante a pandemia, as melhores práticas de prevenção e o maior controle sobre a cadeia têm repercutido positivamente no varejo. Por isso, as expectativas é de que os valores reais das perdas, que em 2019 foi de R$ 22,44 bilhões, diminuam.

Uma enquete realizada entre as empresas associadas da Abrappe apontou, por exemplo, que 85% dos varejistas esperam uma redução dos índices, que nos anos de 2018 e 2019 foram de 1,38% e 1,36%, respectivamente. Para Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe, no começo da quarenta percebeu-se um aumento do fluxo de clientes e do ticket médio, que depois, com o passar dos meses, foi reduzindo, apesar do ticket médio ainda se manter alto, proporcionando um melhor giro dos estoques e redução nas perdas. “Para completar, as medidas que foram tomadas para controlar a propagação da Covid-19, como o controle de acesso às lojas com medição de temperatura, o fechamento de saídas e o menor número de clientes dentro dos estabelecimentos, contribuíram para diminuir uma das principais causas de perda no varejo, que é o furto".

A pesquisa da Abrappe, em parceria com a consultoria EY e com a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que este ano contribuiu para a realização de uma pesquisa única, divulgando o faturamento bruto dos supermercados (ao invés do líquido, divulgado pela Abrappe), reuniu 15 segmentos diferentes do varejo nacional: Atacados e Atacarejos, Calçados, Construção/Lar, Drogarias, Eletro/Móveis, Esportes, Livrarias/Papelarias, Lojas de Departamento, Magazines, Moda, Perfumarias, Supermercados.

Setor de supermercados

No caso dos supermercados, a pesquisa reuniu os três formatos (Tradicional, Vizinhança e Conveniência) responsáveis pelos maiores índices de perdas do varejo brasileiro.

Entre eles, o que apresentou a maior porcentagem de perda foram as Lojas de Conveniências, com 3,32%, seguidas pelas Lojas de Vizinhança, os chamados mercados de bairro, que apresentaram o índice de 2,97%. Estes segmentos também lideram no ranking geral, em que alguns setores do varejo tiveram uma maior variação, como o de Perfumarias (1,99% de perda total), drogarias (1,23% de perda total) e as lojas de departamentos (1,36% de perda total).

Para o presidente da Abrappe, é importante esclarecer que quase 50% das perdas dos supermercados são causadas pelos produtos sem condições de venda, as chamadas “Quebras Operacionais”, principalmente no caso dos produtos perecíveis. "Essa importante causa tem uma participação muito menor nos demais setores do varejo, se comparados com os supermercados", completa.

Veja o comparativo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem de capa: iStock


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