Notícia 16:59 - 12 de julho de 2019

A BRF e a Marfrig resolveram encerrar as negociações que resultariam na fusão que criaria a quarta maior companhia de carnes do mundo.  Em comunicado divulgado à imprensa na última quinta-feira (11/07), a proprietária da Sadia e Perdigão informou que o acordo não foi possível por não conseguir chegar a um consenso sobre a governança da sociedade resultante.

De acordo com a nota, a relação entre as duas continuará normalmente. “Apesar do término das tratativas para a combinação de seus negócios, o relacionamento comercial entre a companhia e a Marfrig permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados”.

O Valor Econômico apontou dois pontos principais para a divergência em relação à governança: com o negócio, a participação do empresário Marcos Molina da Marfrig iria ser bastante reduzida, contando com o controle de 5% do acionário; enquanto a BRF enfrentou oposição dos Fundos de Pensão – Petros e Previ -, que detêm cerca de 20% do capital da empresa.

O fim da negociação, no entanto, não elimina de vez a possibilidade de uma parceria entre as duas empresas. Segundo uma fonte ouvida pelo Estado de S. Paulo, BRF e Marfrig poderão retomar as conversas, em outros termos, e que a queda do acordo pode ter sido gerada pelo anúncio prematuro da fusão.

A equipe de reportagem da SuperVarejo entrou em contato com as assessorias das instituições, que declararam que não dariam maiores informações além do que já foi comunicado.

Entenda o caso

No final do mês de maio deste ano, a BRF e a Marfrig anunciaram a possibilidade de uma união que, se concretizada, resultaria em uma empresa com receita de, aproximadamente, R$80 bilhões e um ebtida de R$7 bilhões. De acordo com os termos originais, a primeira ficaria com 85% das ações da nova companhia, e a segunda, com 15%.