Notícia 15:17 - 09 de setembro de 2021

Mesmo com a prorrogação do auxílio emergencial, a quantidade de pessoas que receberam o benefício foi menor, assim como o valor recebido. Por isso, no último ano, os brasileiros vem sentindo cada vez mais no bolso e na mesa os impactos negativos da economia. E o que fazer diante disso? Adaptar-se, tentando colocar no prato alimentos básicos, como: arroz, feijão, bife ou filé com salada, que segundo o estudo LinkQ Covid da Kantar, são as opções de consumo que mais cresceram entre as ocasiões do almoço e jantar dentro de casa, nos últimos meses.

E por que essa demanda tem crescido? Basicamento por dois fatores que influenciam diretamente no consumo: a taxa de desemprego, que apesar de estável reflete na vida de 17% dos lares brasileiros que contam com ao menos uma pessoa que perdeu o trabalho, após o início da pandemia (em março de 2020), representando um universo de 80% dos lares da classe CDE, além do aumento de 11,8% no preço médio das refeições.

Outra consequência deste atual cenário foi a desaceleração do "preparo mais elaborado" de comidas, que envolvia uma busca maior, por exemplo, dos itens como a farinha de trigo, que vinha se destacando nos últimos estudos e agora perdeu mais de 2,3 milhões de lares compradores. Como resultado, menos bolos (-11,7%) e pães (-9,8%) sendo preparados em casa.

Em contrapartida, como forma de substituição, os brasileiros têm procurado as categorias mais práticas e convenientes, como batatas congeladas e empanados, que se destacam em todas as classes sociais, mantendo no radar a preocupação com a nutrição e a saudabilidade em todas as refeições (café da manhã, almoço, lanches e jantar). Entre os destaques, o estudo mostra que os consumidores mais maduros estão entre os mais atentos à dieta (26,7%), além dos lares com mais crianças e adolescentes (9,1%).

 

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