Notícia 13:32 - 18 de janeiro de 2021

A pesquisa da Blue Yonder®, conduzida pela Researchscape International, identificou as prioridades e investimentos mais urgentes que devem ser feitos na área de distribuição do comércio eletrônico. O levantamento reuniu os principais líderes do varejo para saber quais as tendências do setor para 2021 e constatou que 50% dos varejistas planejam renovar as estratégias de distribuição para abordar as necessidades dos consumidores, nos próximos 12 meses. Na prática, eles pretendem automatizar completamente seus locais de distribuição.

“A pandemia hiperacelerou a digitalização do varejo. Os varejistas não podem mais confiar apenas na marca, no produto e no preço. A distribuição agora é parte integrante de uma estratégia de varejo end-to-end bem-sucedida. Com a incerteza ainda iminente à medida que entramos em 2021, os executivos do varejo precisam reorientar rapidamente as estratégias centradas no cliente para oferecer velocidade e conveniência, resultando em uma revisão abrangente e a racionalização da cadeia de suprimentos de ponta a ponta, desde o planejamento, à colocação do inventário, distribuição e rotas para o mercado”, explica Omar Akilah, vice president – Commerce, da Blue Yonder.

Conforme o e-commerce expande, cresce também a automação das redes de distribuição, com 14% dos varejistas obtendo maior automação em seus locais de atendimento e 21% planejando implantar uma automação mais completa, nos próximos 12 meses. Quase um quarto (23%) dos executivos esperam ter a maioria dos seus locais de distribuição automatizados no mesmo período.

Para chegar a essas conclusões, o relatório analisou as respostas de 300 executivos seniores do varejo e do e-commerce, responsáveis pelas operações de logística e atendimento nos EUA. A pesquisa foi realizada em outubro de 2020 e a primeira parte divulgada em dezembro de 2020.

Além disso, o uso dos centros de distribuição (CDs) emergentes, dark-stores (opção de armazém exclusivamente para as vendas online) e de microcentros de distribuição se duplicarão à medida em que mais varejistas ingressarem nas vendas online. Os varejistas pretendem recorrer a esses tipos de automação para aprimorar sua cadeia de suprimentos e ter mais controle sobre a experiência das compras online. Tanto os CDs emergentes, quanto os microcentros de distribuição e as dark stores podem ajudá-los a manter o inventário online o mais próximo possível dos clientes e atender os pedidos de forma mais rápida e rentável.

Portanto, junto com a marca, o produto e o preço, os varejistas precisam incluir a distribuição como parte de sua estratégia de negócios geral para acompanhar a realidade do mercado.  

Na outra ponta, 17% dos varejistas de farmácia, saúde e beleza atualmente têm todos os seus locais de atendimento automatizados.

No paralelo, 64% dos varejistas fornecem atualmente os serviços de compra online, retirada na loja e uma experiência de compra sem contato, mas isso deve diminuir para cerca de 8% nos próximos anos. Isso porque segundo a pesquisa, o início da vacinação contra a Covid-19 deve fazer com que os consumidores retornem às lojas físicas.

“Os varejistas estão ampliando a sua rede de distribuição e a sua presença, em parte para entregar a última milha, enquanto atendem ao aumento de pedidos de e-commerce a curto prazo”, explica Ed Wong, senior vice president, Global Retail Sector, da Blue Yonder, acrescentando que “eles entendem que prever com precisão a demanda é fundamental para sustentar o crescimento da receita”.

Os executivos do varejo também devem ampliar a capacidade e melhorar a produtividade laboral. Para isso, eles pretendem melhorar seus processos de picking e os custos de armazenamento, alinhados aos planos de investimento em centros de distribuição locais ou nas dark stores.

Metas para os próximos 12 meses

Segundo a pesquisa, a maioria dos varejistas priorizarão o aumento da capacidade existente (43%) e a melhoria da produtividade laboral (42%).

Além disso, aproximadamente metade dos varejistas de alimentos (49%) e de produtos para pets (49%) citaram a expansão da capacidade existente como uma área que gostariam de melhorar - mais do que qualquer outra vertical.

E como mais da metade (51%) dos varejistas também citaram a falta de inventário como seu maior desafio da distribuição, “os executivos do setor que se reorientam em uma cadeia de suprimentos centrada no cliente, impulsionando o comércio, estarão mais equipados para se adaptar a qualquer ambiente, responder aos picos e desafios futuros, ao mesmo tempo em que entregam o produto certo, pelo preço certo e da maneira mais otimizada, de acordo com preferências e necessidades dos consumidores”, completa Akilah.

Imagem de capa: iStock


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