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APAS SHOW 26 de outubro de 2021

Black Friday prevê mais vendas em 2021

Pesquisa da GfK revela que 79% dos consumidores pretendem fazer suas compras na Black Friday, dependendo do aumento dos preços

A Black Friday deste ano prevê um maior número de vendas que no ano passado, principalmente para o setor de eletroeletrônicos, segundo os dados GfK, consultoria mundial que utiliza big data e inteligência artificial para trazer novas estratégias para seus clientes. A pesquisa também afirma que 79% dos consumidores pretendem fazer compras na Black Friday e que sse resultado positivo será alcançado por conta do aumento dos preços e não pela quantidade dos itens vendidos.

"Os consumidores veem na Black Friday uma oportunidade para comprar um item de desejo ou fazer a troca de um aparelho mais antigo por um moderno. Esse ano, com a alta dos preços, haverá uma cautela na escolha dos modelos e, mesmo assim, 87% das pessoas pretendem gastar o mesmo ou até mais do que o ano passado" afirma Fernando Baialuna, diretor de Negócios e Varejo da GfK. 

Em 2020, as oito semanas sazonais representaram 21% das vendas do ano, somando mais de R$ 23 bilhões. Deste total, a semana da Black Friday foi a que mais se destacou, gerando aproximadamente 7% do faturamento no ano, ou seja, 3,4 vezes mais que a média semanal. Portanto, para garantir destaque os varejistas devem pensar na jornada do consumidor, principalmente após a migração para o online, já que as vendas na modalidade figital ? modalidade que representa a fusão das vendas no ambiente físico e digital ? devem ser levadas ainda mais em conta.

"De acordo com a categoria que está sendo procurada, o cliente tem uma preferência para efetivar a compra. Itens como smartphones, TV e linha branca ainda são muito fortes no comércio tradicional, já que o consumidor tem a necessidade de vivenciar a experiência com o produto", explica Baialuna.

Os dados do estudo da GfK também mostram que a Black Friday deve durar mais tempo, com ações promocionais durante todo o mês de novembro. Essa estratégia de pulverizar os descontos acontece há alguns anos e isso traz confiança para o cliente, que terá as melhores ofertas por um período maior.

O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) nominal, que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista medido pelo IBGE, apresenta previsão de crescimento de 6,0% em março, 4,5% em abril e 4,9% em maio, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em fevereiro, houve alta de 3,7%.

Já pelos últimos dados apresentados pelo IAV-IDV ajustados pelo IPCA, de fevereiro/24, a variação nominal registrada foi de queda de 0,8% em relação ao mesmo mês de 2023. Contudo, as projeções apontam alta de 2,1% em março, 0,9% em abril e 2,1% em maio, que, se ocorrerem, interromperão uma série de nove meses sem crescimento real.

As projeções são feitas a partir dos dados individuais que cada empresa associada ao IDV informa em relação à sua expectativa de faturamento para os próximos três meses. Esse conjunto de empresas que compõe o índice possui representantes em todos os setores do varejo e representam, aproximadamente, 20% das vendas no varejo brasileiro.

IAV Setorial

No setor de supermercados, hiper, alimentação, bebidas e fumo, fevereiro mostrou queda de 1,3% em relação ao mesmo mês de 2023. Para os próximos três meses, as previsões são de alta de 6,8% em março, 0,1% em abril e 1,1% em maio.

No setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, fevereiro mostrou crescimento de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2023, e as previsões são de crescimento de 12,8% em março, 14,2% em abril e 19,3% em maio.

No setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, fevereiro mostrou crescimento de 24,6% em relação ao mesmo de 2023, e as previsões são de crescimento de 13,9% em março, 23,3% em abril e 13,2% em maio.

No setor de móveis e eletrodomésticos, fevereiro mostrou crescimento de 1,9% em relac?a?o ao mesmo me?s de 2023. Para os próximos três meses, as previsões são de crescimento de 3,7% em março, 5,2% em abril e 5,0% em maio.

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