Waze mira o varejo brasileiro

Waze mira o varejo brasileiro

Por Nathalie Gutierres – nathalie.gutierres@supervarejo.com.br

O trânsito das grandes cidades impulsiona cada vez mais o uso da tecnologia para a chegada com mais rapidez aos destinos. Nesse universo, os apps de mobilidade se destacam no dia a dia do brasileiro. E qual é a relação desses aplicativos com o varejo? A resposta é simples: toda. Afinal de contas, as gigantes de tecnologia estão atentas a tudo e a todos e, muito mais que agilizar a chegada ao trabalho ou à escola, agora estão interessadas em oferecer outros direcionamentos ao usuário.

O Waze, um dos mais famosos e utilizados apps de trânsito, pertencente ao Google, apresenta seus esforços ao mercado nacional, demonstrando que é possível impactar as pessoas enquanto elas estão em seus trajetos. Esse foco de trabalho do app é recente no Brasil, uma vez que a operação própria de publicidade da empresa no mercado nacional começou há apenas dois anos.

Considerando que os brasileiros gastam, em média, 1h36 nesse app todos os dias, essa é uma alternativa bastante promissora de negócios ao mercado. E, diante de um cenário que unifica o mundo real e virtual, a companhia mostra que é possível aumentar a navegação dos clientes (como são chamadas as rotas traçadas para se chegar aos estabelecimentos) até o ponto de venda.

Em outras palavras, é prestar mais uma função aos usuários, como uma nova possibilidade de influência digital no cotidiano dos shoppers. Essa é mais uma forma de impactá-los em suas jornadas de compras, sendo que estudos indicam que, apesar de as vendas se efetivarem, em sua maior parte no varejo físico, o digital está diretamente ligado aos processos de escolha do que comprar.

Dessa forma, com a tecnologia aplicada ao app, é possível impactar um volume grande de shoppers, em diversas ocasiões. “Temos um mapa vivo das cidades. São mais de 100 milhões de usuários de nosso app pelo mundo e o Brasil é um dos cinco maiores mercados globais da companhia”, justifica o country manager do Waze no país, Leandro Esposito (foto), em entrevista à reportagem da SuperVarejo.

Embora não revele o número de usuários locais da plataforma, o executivo explica que 93% das buscas gerais feitas no app por um local são genéricas, ou seja, a pessoa pesquisa no navegador o tipo do estabelecimento e não o nome da loja que deseja. Por exemplo, ela quer ir a uma farmácia, e digita esse termo no aplicativo e não o nome de uma rede específica. Quando o assunto é supermercado, esse número de pesquisas genéricas reduz para 78%, mas mesmo assim é bastante abrangente.

Com uma grande base de informações dos usuários somada aos recursos de deslocamentos, o app possibilita que as empresas, sejam elas redes de varejo ou marcas comercializadas nas lojas, consigam chegar com assertividade até o público desejado. “Quando as marcas estão presentes no mapa, as navegações aumentam em 40%”, resume Esposito, mostrando que os resultados justificam o investimento em tecnologias como essa.

Segundo ele, o retorno em publicidade traz informações de relevância ao varejo, prestando suporte às redes na tomada de decisão nas ações planejadas. “Vamos entendendo os movimentos dos consumidores e as regiões onde as lojas atuam. E então conseguimos ajudar as marcas em suas estratégias”, destaca o executivo.

Por meio das publicidades no app – que podem ocorrer de algumas formas, a exemplo de anúncios que surgem quando o usuário está nas imediações de uma loja ou a partir de pins (marcações) no mapa – o Waze oferece informações e insights para planejamento de ações ao varejista, com compartilhamento de dados relevantes, a exemplo de momentos de pico na loja. Assim, é possível contar com mais um recurso na definição de suas estratégias no PDV, com base em informações consolidadas.

A Cacau Show é um dos cases da companhia no Brasil. Na época do Natal, a empresa fechou uma campanha que contava com um áudio do personagem Papai Noel convidando os clientes para ir às lojas do grupo. Entre os resultados alcançados, a rede obteve mais de 62 mil navegações para seus pontos de venda.

Mesmo com tais recursos disponíveis ao mercado nacional, o Waze não deixa de lado seu propósito de negócio. “Mantemos a lógica do caminho mais rápido. Nunca vamos influenciar na rota”, destaca Esposito, que tem pressa para alavancar as campanhas de publicidade do app pelo país.


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