Black Friday 2018 supera números da edição anterior

Black Friday 2018 supera números da edição anterior

A VTEX, empresa de tecnologia com foco em commerce, registrou 674 mil pedidos online durante a Black Friday, que aconteceu na última sexta-feira (23/11). O número registrou crescimento de 47% ante a data do ano passado e uma média de venda de 468 pedidos por minuto.

Dos produtos mais comprados pelos brasileiros, cerca de 27% pertence à categoria de eletrodomésticos, 18% moda e 15% cosméticos. De acordo com a empresa, os números representaram incremento de vendas de 720% em relação a uma sexta-feira comum.

Para a Black Friday estendida, que foi até domingo (25/11), a VTEX projetou atingir R$ 1 bilhão em movimentação em suas plataformas. Em número de pedidos, a companhia estimou que serão cerca de 800 mil – um aumento de 30% sobre os números de 2017.

O Chief Experience Officer da empresa, Alessandro Gil, ressaltou que nesta segunda-feira (26/11) ainda haverá forte movimentação nas vendas. “Ainda, que hoje o setor de varejo deve continuar aproveitando a maior propensão dos consumidores a comprar, especialmente eletrônicos, na chamada ‘Cyber Monday’, data criada nos Estados Unidos para incrementar as vendas da Black Friday e que também foi espelhada aqui no Brasil”, finalizou.

Segundo Ebit|Nielsen

A pesquisa realizada pela Ebit|Nielsen também revelou que as vendas no e-commerce tiveram alta de 23% em relação a 2017 e faturaram cerca de R$ 2,6 bilhões na Black Friday deste ano.

O número de pedidos cresceu 13%, para 4,27 milhões, enquanto o tíquete médio expandiu 8% para R$608. O número de consumidores únicos (que fez ao menos uma compra online) cresceu 9% em relação ao ano anterior, para 2,41 milhões.

O resultado do evento superou a expectativa da Ebit|Nielsen, que previa alta de 15% no faturamento para R$ 2,43 bilhões, 3,76 milhões de pedidos (6,4%). O valor do tíquete médio ficou em linha com o que estava previsto. Os dados incluíram as vendas realizadas na quinta-feira (22/11), véspera do evento.

De acordo com a líder comercial para Ebit|Nielsen, Ana Szasz, vários motivos explicaram os bons resultados deste ano. O primeiro deles foi o faturamento da quinta-feira (22/11), de R$608,7 milhões, com mais de 1,18 milhão de pedidos. “A véspera foi acima da expectativa do mercado, o que mostrou que o consumidor já entendeu que a quinta-feira à noite já é Black Friday”, ressaltou.

Entre as categorias que se destacaram, estão perfumaria e cosméticos, que ano passado ainda eram muito dependentes da venda de perfumes, e outros grupos de produtos como cuidados com o cabelo, cuidados com o corpo, desodorantes e dermocosméticos, que vêm ganhando também importância no e-commerce.

A sexta-feira (23/11), por sua vez, foi dominada pelos produtos de tíquete médio mais elevado, como Smartphones, itens de linha branca e TVs. O diferencial desta vez, explicou Ana, é que o ritmo de vendas foi constante durante o dia, e aumentou consideravelmente a noite quando comparado com o ano anterior.

“A marca da Black Friday do ano passado foi superada por volta das 17h. O consumidor aproveitou a volta do trabalho a noite também para fazer compras, o que resultou em aumento de 40% nas vendas, quando comparado ao mesmo período de 2017”, disse.

O crescimento foi muito impulsionado também pela confiança dos consumidores na Black Friday que vem aumentando a cada ano. Levantamento realizado antes da chegada da data já havia indicado que o índice de pessoas que não acreditavam na veracidade dos descontos diminuiu de 38% em 2017 para 35% em 2018. Além disso, o mobile também teve um papel importante para a conversão em compras com advento forte das redes sociais que deram ao consumidor mais conhecimento das promoções de diversos varejistas em tempo real.

Se do lado dos consumidores essas são as razões do sucesso, do ponto de vista do mercado mostro que os varejistas estão melhores estocados e estruturados para suportar o tráfego extra da data, bem como mantiveram esforço em tecnologia e em publicidade para prolongar o período, ao identificar a oportunidade de manter o ritmo de vendas.

“Houve uma maior concentração de publicidade nesta semana, ao contrário de outros anos, que ficou diluído ao longo do mês. Este ano não teve ‘Black November’. A data promocional foi mais respeitada”, finalizou.


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