Vendas nos supermercados têm alta de 5,25 no primeiro trimestre

Vendas nos supermercados têm alta de 5,25 no primeiro trimestre

O Faturamento Real dos supermercados no estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE), no conceito de mesmas lojas – que consideram as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses – apresentou crescimento de 11,29% no mês de março, em relação ao mesmo período do ano passado. Se for considerado apenas o primeiro trimestre de 2018, as vendas tiveram alta de 5,25%.

Já no conceito de todas as lojas – que consideram todas as unidades criadas no período pesquisado – o resultado foi ainda melhor. No comparativo do mês de março de 2018 com março de 2017, a alta foi de 13,52%. Nos primeiros três meses deste ano o crescimento foi de 6,86%.

“Estes resultados são reflexo da queda do desemprego de 2017/2018. No trimestre móvel do IBGE, de dezembro a fevereiro (dados mais atuais), 12,6% da população estava desempregada, uma queda de 0,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso ajuda no crescimento da confiança e aumento de pessoas com dinheiro para gastar”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka, que ainda completou. “O cenário deflacionário dos últimos nove meses também contribui para manutenção do poder de compra em alta por parte dos empregados beneficiando as vendas.”

A Páscoa, com diferença de 15 dias de 2018 (1º de abril) para 2017 (16 de abril), foi um fator que ajudou a alavancar os resultados acumulados do trimestre. A análise comparando os meses do período não muda o cenário de força nas vendas observado no estado de São Paulo para o setor do varejo alimentar, demonstrando ainda a importância da sazonalidade, que se mantém como segunda melhor data para boa parte das lojas, atrás apenas do Natal.

No conceito mesmas lojas, o crescimento de vendas no comparativo dos meses de Páscoa (abril/17 versus março/18) foi de 7,64%, enquanto que em todas as lojas foi de 9,62%. Quando considerado o crescimento no comparativo de março de 2018 com o mês anterior, o aumento chegou a 17,27%, resultado que só acontece no Natal (dezembro contra novembro).

O tíquete médio do mês de Páscoa teve um aumento de 0,63%. Por outro lado, o número de unidades de itens vendidos subiu quase 8%. “Isso é um claro efeito da estabilidade de preços que permite aos consumidores aumentarem o volume da sua cesta de Páscoa em quantidade, conseguindo pagar praticamente o mesmo valor. De qualquer forma, os resultados surpreendem pela força tanto na projeção da APAS quanto dos próprios associados, que observaram a demanda bastante consistente ao longo do mês de março”, avaliou o economista da APAS.

Em relação as regiões do estado que se destacaram no período, Campinas e Grande São Paulo finalmente responderam nas vendas do setor. A Grande São Paulo, que envolve a capital, ABCD, região de Mogi das Cruzes, Osasco e Guarulhos, teve, na comparação do mês de Páscoa, 5,50% de aumento nas vendas, enquanto Campinas chegou a 5,13%. O destaque ficou novamente com o interior, que cresceu 10,51%, o que fez o trimestre fechar em 7,59%.

“Com uma concentração de indústrias alta e resiliência em relação às atividades econômicas, a melhoria no emprego industrial explica os bons resultados do setor na região”, observou Berka.


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