Vendas nos supermercados de São Paulo iniciam o ano com alta - SuperVarejo
Vendas nos supermercados de São Paulo iniciam o ano com alta

Vendas nos supermercados de São Paulo iniciam o ano com alta

O Faturamento Real dos supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPS/FIPE), no conceito de “mesmas lojas”, que consideram as unidades em operação no tempo mínimo de 12 meses, iniciou bem 2018 e, de maneira surpreendente, o mês de janeiro apresentou crescimento de 3,43% em relação ao mesmo período de 2017.

No conceito de “todas as lojas”, que consideram todas as unidades criadas no período pesquisado, o resultado foi de 4,86% em relação a janeiro de 2017. Para efeito de comparação, o crescimento do primeiro mês de 2017, ante a mesma época de 2016, foi de apenas 0,38%.

“A APAS ficou surpresa com o desempenho das vendas no primeiro mês de 2018, o que pode ser um bom sinal. Porém, aguardaremos outros resultados e a evolução do emprego do primeiro trimestre deste ano, a fim de verificar se faremos revisões nas previsões de venda, que, hoje, estão entre 2,5% e 3%, para o conceito ‘mesmas lojas’, e de 6 a 6,5% no conceito ‘todas as lojas’, explicou o economista da APAS, Thiago Berka, que ainda completou. “A economia vem se recuperando bem, porém, é preciso cautela com fatores políticos, principalmente em ano de eleições”.

O desempenho de janeiro

O desemprego voltou a subir em janeiro de 2018 e a taxa foi para 12,2%, segundo dados do IBGE. Contudo, se trata de uma sazonalidade normal da época, pois este é o período quando as empresas dispensam os temporários contratados como reforço para o último trimestre. Por conta disso, os números de emprego formal estão dentro das previsões do mercado, com 77.822 vagas criadas, melhor resultado desde janeiro desde 2012. Dentre as contrações, o Estado de São Paulo teve o melhor desempenho do país com 20.278.

“Essa análise do resultado do emprego é necessária para explicar os motivos pelos quais o mês de janeiro veio forte no setor supermercadista paulista. Esta é a variável que determinará o ritmo de crescimento de vendas e a recuperação de margem, pois a renda média e a massa salarial já estavam com bons números, mesmo com alto desemprego, devido à deflação recorde que beneficiou a manutenção do poder de compra. O que precisamos agora é da confiança dos shoppers e da expansão da base de consumidores”, avaliou Berka.

Informações adicionais: outros deflatores e faturamento nominal

O Faturamento Real dos Supermercados no Estado de São Paulo (deflacionado pelo IPCA/IBGE) em janeiro, no conceito de “mesmas lojas”, apresentou queda de 0,91%. No conceito de “todas as lojas”, a redução foi de 0,46%.

Já o Faturamento Nominal, em janeiro de 2018, apresentou alta de 1,92% no conceito de “mesmas lojas”, enquanto no conceito de “todas as lojas”, a alta foi de 3,33%.


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