Vendas no varejo paulistano crescem 3,6%

Vendas no varejo paulistano crescem 3,6%

O movimento de vendas do varejo paulistano aumentou, em média 3,6%, na primeira quinzena do mês de abril, na comparação com o mesmo período de 2017, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo.

Para o presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), é um crescimento moderado e as vendas em geral se acomodaram e não estão acelerando tanto quanto se esperava. “De qualquer forma, os números estão bem melhores do que os de 2017”. Nos primeiros quinze dias de abril do ano passado, o balanço registrou avanço médio de 1,2%; na época, após sofrer fortes retrações, o setor começou a reagir com a liberação do FGTS.

Na comparação interanual, as vendas à vista caíram 4,8% na primeira quinzena de abril deste ano, impactadas pelas temperaturas relativamente altas no período, inibindo o consumidor a comprar itens da moda outono/inverno.

Já as transações a prazo tiveram crescimento de 12% na mesma base de comparação, puxadas pelos bens duráveis, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Em relação à primeira quinzena de março, o comércio paulistano sofreu um recuo médio de 7,8%. Nos sistemas a prazo e à vista, o balanço apontou quedas de 12,8% e 2,8%, respectivamente.

Varejo brasileiro

Na abrangência do setor nacional, houve alta de 3,1% em março na comparação com o mesmo período de 2017, descontando a inflação que incide sobre a cesta de setores do varejo ampliado, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) divulgado hoje, (17/04). Em termos nominais, ou seja, o que o varejista de fato observa na receita das suas vendas, o indicador avançou 4,7% na comparação com o ano anterior.

O resultado do mês foi beneficiado por diferentes efeitos de calendário. Em relação ao mesmo período do ano passado, o mês teve uma quarta-feira a menos e um sábado a mais que, além de tradicionalmente ser um dia mais forte no varejo, em 2018, ainda foi véspera de Páscoa – que acelera vendas principalmente do setor supermercadista.

Ajustados aos impactos de calendário, o índice deflacionado apontaria alta de 2,2%, o que representa uma aceleração em relação ao observado no mês de fevereiro (1,5%). Também pelo ICVA nominal, feitos os mesmos ajustes, o indicador apresentou alta de 3,7% em comparação com o mesmo período de 2017, acelerando em relação a fevereiro, 3%.

O diretor da inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto, afirmou que mesmo descontando o efeito do calendário, o resultado de março mostrou que o setor varejista voltou a crescer após o declínio do ritmo visto em fevereiro.

“Na última semana de março, entre 25 e 31, tivemos o período que antecedeu a Páscoa, que registrou um crescimento nominal de 4,2% contra os mesmos dias de 2017. Mesmo com a sexta-feira Santa – tipicamente uma data fraca no varejo – no terceiro mês do ano, tivemos a quarta e quinta-feira imediatamente anteriores bastante fortes a ponto de compensar o desempenho do feriado”, afirmou.

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou alta de 2,68% no acumulado dos últimos 12 meses, com uma leve queda comparado ao registrado em fevereiro (2,84%). Os itens do bloco de Alimentação no domicílio e Transportes, principalmente passagens aéreas, contribuíram para a desaceleração do índice. Ponderando o IPCA pelos setores e pesos do ICVA, a inflação no varejo ampliado em março ficou em 1,5%, mantendo o patamar em relação ao registrado em fevereiro (1,5%).

Analisando por setores, o resultado do crescimento do mês, quando comparado com o mesmo período de 2017, foi puxado pelo desempenho dos blocos de setores de Bens Não Duráveis e Serviços, enquanto que o bloco de Bens Duráveis e Semiduráveis apresentou retração.

Os destaques do mês foram os setores de Supermercados e Hipermercados seguido por Varejo Alimentício Especializado (que inclui lojas de chocolate), ambos setores impulsionados pelo consumo relativo ao feriado da Páscoa. Em contrapartida, o setor de Postos de Gasolina segue em recessão, assim como verificado nos últimos períodos de análise.

Em relação às regiões, o destaque positivo ficou com o Sudeste, que apresentou a maior aceleração dentre as regiões brasileiras segundo o ICVA, deflacionado com ajuste de calendário. Sem ajustes de calendário, comparando com o mesmo período do ano anterior, o varejo ampliado na região Norte apresentou alta de 7%, seguido pelas regiões Sul e Nordeste com 5,4% e 4,5%, respectivamente. Já a região Sudeste registrou alta de 2,6%, enquanto o Centro-Oeste teve crescimento de 2%.

Pelo ICVA nominal – que não considera o desconto da inflação – o destaque foi a região Norte, que registrou alta de 7,1%. Em seguida, temos  crescimentos nas regiões Sul (6,5%) e Nordeste (5,6%). Já as regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram crescimentos de 4,1% e 3,6%, respectivamente.


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