Supermercados batem recorde na geração de empregos formais

Supermercados batem recorde na geração de empregos formais

Apesar do Brasil ter fechado 2017 com a maior taxa de desemprego da sua história, o setor supermercadista foi na contramão do país e encerrou o último ano com o maior número de empregos formais já observado. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) analisou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, e constatou que os supermercados do estado de São Paulo fecharam 2017 com 530.233 colaboradores contratados.

Ao avaliar apenas o ano de 2017, o resultado também é animador e mostra o crescimento nos empregos formais. Ao todo, os supermercados paulistas fecharam o ano passado com saldo positivo de 8.592 vagas, um número cerca de duas vezes maior que os 3.992 empregos criados em 2016. Para o economista da APAS, Thiago Berka, o número é para se comemorar, mas ainda está abaixo da média de 2010 a 2014.

“Estes números passam confiança ao setor para seguir investindo e gerar cada vez mais empregos. A média de 2010 até 2014 foi de 18.915 postos líquidos positivos de trabalho, isso  demonstra que há uma grande lacuna de avanço e crescimento para o setor buscar novos profissionais”, explicou Berka, que ainda completou: “Na atividade econômica do setor de supermercados, uma grande parcela da população tem seu primeiro emprego ou suas primeiras experiências de trabalho”.

Para 2018, a expectativa da APAS é que o setor encerre o ano com cerca de 12 mil empregos formais criados, ou seja, número pouco mais de 25% maior que o do ano passado. “Com a queda da inflação, da taxa básica de juros e a consequente retomada da economia esperada para 2018, o setor supermercadista dá sinais de que pode recuperar suas vendas em faturamento e volume. Isso resulta diretamente no crescimento do emprego, já que a demanda tende a ser maior”, analisou o economista.

Emprego nos diferentes formatos de loja

Em relação aos formatos de loja, os supermercados e hipermercados foram os grandes contratantes no setor, com 5.289 empregos formais, ou 62% do total de 2017, melhor resultado desde 2015. Já os minimercados e mercearias tiveram um mês de dezembro com demissões e fecharam o ano com contratação de apenas 292 vagas, o pior resultado desde 2010. Os atacados e atacarejos encerraram 2017 com criação de 2.292 vagas, resultado praticamente igual ao de 2016, porém, abaixo da média histórica. Por último, surpreenderam o comércio hortifrutigranjeiro com 713 vagas criadas, resultado melhor que o dos minimercados e mercearias e também melhor desempenho desde 2013.

O setor de minimercados e mercearias, que corresponde a 55% do total de lojas do varejo alimentar paulista, demonstrou um desempenho abaixo do esperado para as contratações em 2017. O economista da APAS elenca três motivos como os principais para este desempenho:

“O primeiro ponto foi a maior deflação histórica dos alimentos, que acelerou no segundo semestre e chegou ao menor valor da história do Plano Real, que, para o pequeno varejista, pressiona suas margens já apertadas. Outro ponto foi a intensificação das promoções de final de ano pelas médias e grandes redes, que tornou a competição ainda mais acirrada. E a possível antecipação da demissão dos funcionários temporários, de janeiro para dezembro, em virtude do desempenho abaixo do esperado para o Natal”, explicou Berka.

Principais empregadores do estado

No fechamento do ano, Guarulhos e São Paulo lideraram a criação no setor varejista alimentar, com 25% do total dos 8.592 postos. A região de Campinas, Jundiaí e Piracicaba responderam, juntos, por mais de 15% do estado. Os restantes das dez maiores gerações de emprego líquidas também são do interior, demonstrando como há espaço de crescimento de emprego e lojas.


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